O São Paulo anunciou neste sábado a demissão de Rui Costa, executivo de futebol que estava no clube desde a gestão de Julio Casares. A saída, confirmada pelo presidente Harry Massis, encerra um ciclo de mais de cinco anos no Morumbis. O contrato de Rui previa pagamento integral dos salários até o fim do vínculo em caso de demissão, o que obrigará o Tricolor a desembolsar cerca de R$ 1,2 milhão em multas e vencimentos.
O dirigente recebia R$ 190 mil mensais e tinha contrato até dezembro de 2026. A decisão foi tomada após pressão interna e desgaste com a torcida, que não aprovava sua condução no departamento de futebol.
Rui Costa perdeu força nos bastidores após decisões polêmicas. A demissão de Hernán Crespo e a contratação de Roger Machado, que durou apenas dois meses, desgastaram sua imagem. Nem a chegada de Dorival Júnior conseguiu amenizar o clima. Além disso, aliados de Massis vinham cobrando mudanças na gestão, apontando Rui como responsável por falhas no planejamento.
O São Paulo vive grave crise financeira e busca reduzir custos. A saída de Rui, apesar da multa milionária, é vista como necessária para reorganizar o departamento de futebol e abrir espaço para novos nomes.
A demissão de Rui Costa impacta diretamente o planejamento do São Paulo. O clube terá de arcar com um gasto elevado em um momento de dificuldades financeiras, o que pode limitar investimentos em reforços. Por outro lado, a saída abre espaço para uma nova gestão no futebol, com possibilidade de mudanças na condução de contratações e negociações.
Para Dorival Júnior e o elenco, a troca de executivo pode significar maior alinhamento com a comissão técnica. A diretoria já descartou a saída de Rafinha, recém-contratado como gerente de futebol, e busca um novo executivo para assumir o cargo.
O São Paulo iniciou a busca por um substituto para Rui Costa. A expectativa é que o novo dirigente seja anunciado nas próximas semanas, com perfil voltado para gestão eficiente e controle financeiro. A diretoria também precisa lidar com o impacto da multa milionária, que pressiona ainda mais o orçamento.
Para o torcedor, a saída de Rui Costa representa o fim de um ciclo marcado por altos e baixos. O desafio agora é garantir que a nova gestão traga estabilidade e resultados dentro de campo, sem comprometer ainda mais as finanças do clube.