A saída de Rui Costa abriu uma das fases mais importantes do departamento de futebol do São Paulo nos últimos anos. Enquanto a diretoria busca um novo executivo, o clube precisa tomar decisões importantes envolvendo reforços, renovações de contrato, negociações de jogadores e a contenção financeira que limita os investimentos para a sequência da temporada.
Até a definição do substituto, Rafinha assume interinamente algumas funções do departamento de futebol e passa a participar diretamente das negociações e do planejamento do elenco.
Rafinha assume funções durante transição
Com a saída de Rui Costa, Rafinha ganhou mais espaço na estrutura do futebol são-paulino. O gerente esportivo passa a atuar de forma mais próxima das negociações e terá o apoio dos profissionais que já auxiliavam o antigo executivo.
A diretoria, porém, mantém a intenção de contratar um profissional de mercado para assumir o cargo de forma definitiva. O ex-zagueiro Edmílson aparece como um dos nomes avaliados internamente.
A tendência é que o novo dirigente permaneça no clube pelo menos até as eleições presidenciais previstas para o fim do ano.
Reforços são prioridade
A próxima janela de transferências começa em 20 de julho e o São Paulo trabalha para contratar pelo menos dois reforços para o segundo semestre.
A principal prioridade continua sendo a chegada de um zagueiro. Arthur Chaves segue no radar, mas o Hoffenheim já recusou duas propostas de empréstimo e exige compensação financeira para liberar o defensor.
Outra negociação importante envolve Newton e Ferraresi. O São Paulo avalia uma troca com o Botafogo, buscando reforçar o meio-campo enquanto discute a permanência do zagueiro venezuelano no Rio de Janeiro.
Victor Sá é o único reforço já encaminhado. O atacante realizou exames médicos e aguarda apenas a liberação do Krasnodar para ser anunciado oficialmente.
Calleri e Lucas preocupamEntre as renovações, os casos de Calleri e Lucas Moura são os mais delicados.
Calleri negocia um novo contrato e pediu duas temporadas de vínculo, com possibilidade de renovação automática mediante metas esportivas. O clube avalia as condições e também precisa resolver questões financeiras pendentes.
Já Lucas Moura vive uma situação diferente. O camisa 7 se recupera da cirurgia no tendão de Aquiles e só deve retornar aos gramados em 2027. O São Paulo ainda não decidiu se abrirá negociações para ampliar o vínculo do jogador.
Luan, Young, Matheus Belém, Rafael Tolói e Felipe Preis também possuem contratos próximos do fim.
Dívida limita investimentosAlém dos desafios esportivos, o novo executivo encontrará um cenário financeiro complicado. O São Paulo possui uma dívida próxima de R$ 865 milhões, segundo o balanço divulgado pelo clube.
A política adotada nos últimos anos deverá ser mantida, priorizando jogadores livres no mercado, empréstimos e negociações de baixo custo.
A diretoria entende que o espaço para investir em direitos econômicos é bastante reduzido.
Venda de jogadores será fundamentalO orçamento do São Paulo prevê arrecadação de aproximadamente R$ 180 milhões com venda de atletas. Por isso, negociações envolvendo jogadores do elenco podem se tornar fundamentais durante a próxima janela.
A necessidade de equilibrar as contas e reforçar o time ao mesmo tempo será uma das principais missões do futuro executivo.
Quem assumir o cargo precisará administrar pressão por resultados, limitações financeiras e decisões importantes sobre o futuro do elenco.
EnqueteQual deve ser a prioridade do novo executivo do São Paulo?
- Contratar reforços.
- Renovar com Calleri e Lucas.
- Vender jogadores e equilibrar as contas.
- Reorganizar o departamento de futebol.