O atacante Jonathan Calleri enfrenta um período sem marcar gols, acumulando dez partidas pela equipe do São Paulo sem balançar as redes. O último tento do camisa 9 ocorreu há quase dois meses, durante a vitória por 4 a 1 sobre o Cruzeiro, no Campeonato Brasileiro. Se não conseguir marcar contra o Remo, Calleri igualará a sua pior sequência de jogos sem gols na carreira.
Essa marca negativa foi registrada em duas ocasiões anteriores: a primeira entre fevereiro e março de 2016, durante sua primeira passagem pelo São Paulo, e a segunda entre agosto de 2016 e janeiro de 2017, quando atuava pelo West Ham, da Inglaterra. Atualmente, ele volta a viver um jejum após ter se recuperado de uma grave lesão no ligamento cruzado anterior do joelho, que exigiu cirurgia.
Apesar do momento negativo, Calleri mantém a titularidade sob o comando de Dorival Júnior e Roger. O jogador demonstrou um desempenho significativo na temporada, com 11 gols e três assistências em 29 partidas, sendo 23 como titular. Isso resulta em uma participação direta em um gol a cada 153 minutos jogados.
Além dos números de gols, a influência de Calleri no coletivo se destaca. O atacante registra uma média de 2,1 finalizações por jogo, com 0,8 delas no alvo, e contribui com 0,7 passes decisivos por partida, além de ter criado quatro oportunidades claras para seus companheiros. Esse desempenho indica que, apesar da seca de gols, sua contribuição ao jogo do São Paulo é relevante.
O técnico Dorival Júnior expressou que a fase sem gols de Calleri não é motivo para preocupação. Ele enfatizou que se o atacante continuar apresentando intensidade e comprometimento em campo, a retomada das redes acontecerá naturalmente. O treinador acredita que a persistência do jogador será recompensada.
Com o próximo desafio diante do Remo, no Campeonato Brasileiro, Calleri terá uma oportunidade crucial para deixar essa fase negativa para trás. O jogo, que acontecerá fora de casa, marcará o último compromisso do São Paulo antes da pausa para a Copa do Mundo. Um bom desempenho poderia proporcionar ao atacante um período de descanso sem as pressões de um jejum de gols.