Um áudio interno revelou a preocupação do presidente do São Paulo, Harry Massis, com a gestão financeira do clube, especialmente em relação às pendências salariais com ex-treinadores. Atualmente, o São Paulo possui uma dívida total de cerca de R$ 10 milhões relacionada a contratos não finalizados com Hernán Crespo, Luis Zubeldía e Dorival Júnior.
Neste ano, o Tricolor já desembolsou R$ 2,1 milhões referentes às pendências da primeira passagem de Crespo, que se encerrou em 2021. O treinador argentino, que retornou ao clube em 2023 e foi demitido em abril, ainda acarretará um pagamento de aproximadamente R$ 4 milhões em multa rescisória por sua saída recente, incluindo a comissão técnica.
Luis Zubeldía, que teve um breve comando no clube entre abril de 2024 e junho de 2025, também deixa uma dívida de cerca de R$ 3 milhões, embora o acordo para sua demissão não tenha sido registrado oficialmente no balanço financeiros do São Paulo. Esse aspecto aponta para uma gestão administrativa que busca minimizar o impacto financeiro das mudanças frequentes no comando técnico.
Quanto a Dorival Júnior, que teve duas passagens pelo São Paulo, a atual dívida com o treinador gira em torno de R$ 3,2 milhões. Esses valores são, em sua maioria, pendências da segunda passagem, que incluiu a conquista da Copa do Brasil, e não correspondem a uma multa rescisória, evidenciando uma gestão que busca alternativas para diluição de dívidas.
No contexto mais amplo, o São Paulo também mantém R$ 80,3 milhões em dívidas relacionadas a acordos trabalhistas e ações cíveis com cerca de 40 credores. Esses dados refletem a necessidade de um planejamento financeiro estratégico e a urgência em tratar das questões relacionadas a ex-jogadores e treinadores, considerando o impacto que isso pode ter no futuro do clube.