A gestão de Harry Massis no São Paulo Futebol Clube completou três meses com foco em restrições orçamentárias e a introdução da "Regra de Ouro", que visa um controle mais rigoroso das finanças do clube. Entre as medidas implementadas estão a revisão de contratos comerciais e a eliminação de benefícios como o uso de cartões corporativos, que geraram controvérsias na administração anterior.
Os primeiros resultados da nova gestão foram promissores, com uma economia aproximada de R$ 4 milhões no primeiro mês. Além disso, o desempenho financeiro de janeiro superou as expectativas em R$ 11 milhões em relação ao orçamento estabelecido. Outro destaque foi a redução da folha salarial, que caiu significativamente, somando mais de R$ 20 milhões anualmente, mesmo com a contratação de novos reforços para o elenco.
A "Regra de Ouro" tem sido central na estratégia de equilíbrio financeiro do clube, proporcionando uma análise criteriosa dos gastos em todos os setores. A recente rescisão do contrato com a FGoal, motivada por suspeitas de irregularidades, foi uma das ações previstas nesta melhoria de gestão, e foi substituída por um novo acordo com a GSH, que oferece condições mais favoráveis ao São Paulo.
No âmbito dos pagamentos, a diretoria está empenhada em regularizar as pendências, que anteriormente apresentavam atrasos de até três meses em direitos de imagem e outras despesas. O objetivo é estabilizar esses pagamentos, ao mesmo tempo em que continuam as negociações com potenciais patrocinadores que possam contribuir para a receita do clube.
A expectativa da atual administração é que, com a combinação de aumento na receita e a implementação de cortes de gastos, o São Paulo consiga melhorar seu fluxo de caixa. Essa saudável gestão financeira é crucial para o reequilíbrio econômico que o clube busca, fundamental para garantir um desempenho competitivo e a viabilidade a longo prazo.