Em meio a um cenário turbulento, marcado por instabilidades políticas e uma captação limitada de investimentos, a chegada de Danielzinho ao São Paulo tem sido uma luz de esperança para os torcedores tricolores. No recente empate com o Corinthians, ele foi responsável pelo passe que resultou no gol de cabeça de Tapia, ainda no primeiro tempo, destacando-se cada vez mais como uma peça fundamental no time.
O grande diferencial de Danielzinho reside em sua habilidade de leitura de jogo. Em apenas três partidas, ele acumulou cinco passes decisivos e produziu duas grandes chances. Sua contribuição criativa é impressionante, com uma produção 84% superior à média dos outros meias de criação do São Paulo nesta temporada. A ascensão do jogador não é apenas um momento passageiro, mas se revela como uma solução criativa em um clube com recursos limitados para investimentos.
A visão de jogo de Danielzinho se torna ainda mais crucial no novo esquema tático implementado pelo técnico Crespo, que tem se afastado da formação com três zagueiros. Neste novo contexto, o meio-campista assume um papel essencial ao lado de Marcos Antônio, proporcionando uma dinâmica ofensiva e defensiva que traz novas possibilidades ao time.
Além de suas habilidades técnicas, Danielzinho também não evita o contato físico, acumulando 18 duelos ganhos – uma média de seis por jogo – e 12 bolas recuperadas. Essa característica de “motorzinho” faz dele um alvo frequente para os adversários, resultando em 12 faltas sofridas ao longo das partidas.
Em resumo, Danielzinho agrega uma dinâmica ao time que combina a proteção da posse de bola com uma agressividade ofensiva notável, consolidando-se como uma peça chave na engrenagem do São Paulo em 2023. Na temporada passada, o volante teve um papel fundamental na campanha vitoriosa do Mirassol no Campeonato Brasileiro, onde, em 50 jogos, ele contribuiu com três assistências, provando seu valor como um jogador essencial em momentos decisivos.