Harry Massis Júnior assumiu a presidência do São Paulo na noite da última sexta-feira (16), no Morumbi, logo após o afastamento do ex-presidente Julio Casares. A expressão de Massis era de abatimento ao comentar a situação que levou à sua ascensão ao cargo, ressaltando que não desejava assumir em circunstâncias tão difíceis. Ele lamentou os danos à imagem do clube e afirmou que o São Paulo não merecia viver essa crise.
Massis, que era vice-presidente, tomou posse imediatamente após a aprovação do impeachment de Casares pelo Conselho Deliberativo. A votação mostrou a profundidade da crise política que o Tricolor enfrenta, com 188 conselheiros apoiando o afastamento e apenas 45 votando contra, além de dois votos em branco. Essa decisão foi consolidada em uma reunião realizada na sede do clube.
Durante os primeiros momentos como presidente, Harry conversou com torcedores presentes no Morumbi, incluindo representantes de torcidas organizadas que protestaram durante o processo e apoiaram a saída de Casares. O novo presidente ressaltou que o clube atualmente enfrenta um período vulnerável, com várias investigações em andamento. Ele pediu que todas as questões fossem tratadas com responsabilidade e respeito às instituições e ao direito de defesa dos envolvidos.
Julio Casares permanecerá afastado até que o impeachment seja discutido em uma Assembleia Geral dos sócios, que deve ocorrer dentro de 30 dias. Enquanto isso, Massis toma a frente do clube enfrentando uma dívida de R$ 912 milhões e denúncias de possíveis desvios de cerca de R$ 11 milhões.