O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou um inquérito civil para investigar alegações de gestão temerária no São Paulo Futebol Clube. Este procedimento tem como objetivo apurar possíveis irregularidades que possam prejudicar o patrimônio da instituição e, neste caso específico, compreender os impactos sobre a dívida do clube.
A investigação será conduzida pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, que deverá ouvir diversas pessoas ligadas ao clube. Entre os convocados estão Julio Casares, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, todos mencionados em conexão com a venda ilícita de camarotes. Outros nomes incluem Roberto Armelin, diretor de compliance, e Pedro Sansão Leite, presidente do Conselho Fiscal, além de Sérgio Pimenta, diretor-executivo de finanças, e Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do conselho deliberativo.
É importante ressaltar que ser convocado a depor não implica em ser réu, mas sim na condição de testemunha. Recentemente, o São Paulo se viu envolvido em diversas controvérsias, incluindo a movimentação de R$ 1,5 milhão em depósitos em conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025, que estão sendo investigados pela Polícia Civil. Além disso, há indícios de que, entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, foram sacados R$ 11 milhões em espécie das contas do clube em 35 transações diferentes.
Julio Casares, que assumiu a presidência do clube em 1º de janeiro de 2021, está atualmente enfrentando uma votação sobre seu impeachment pelo Conselho Deliberativo, marcada para esta sexta-feira (16), no Morumbi. A nova proposta de regulamentação para a reunião foi apresentada por Olten Ayres em um edital recente. Antes, para que o impeachment fosse aprovado, era necessário um quórum presencial de 75% e 75% dos votos a favor. Com a nova regra, o quórum continua sendo de 75%, porém agora a aprovação do impeachment demandará dois terços do total de conselheiros, totalizando 171 votos favoráveis, além da autorização para que as votações ocorram de forma online.