O futuro do presidente do São Paulo, Nelson Marques Ferreira, está em jogo esta semana, com uma decisão prevista sobre sua permanência no cargo. Ferreira, que atuou como diretor adjunto de futebol no clube, é alvo de uma investigação da Polícia Civil, que investiga a abertura de 15 empresas durante seu mandato, de janeiro de 2021 até novembro do ano passado. O inquérito busca determinar se há conexões entre essas empresas e possíveis desvios financeiros das contas do São Paulo.
A investigação foi iniciada após uma denúncia enviada pelos Correios, que alegava a existência de um esquema de desvios de dinheiro no clube, envolvendo dirigentes e diversas empresas prestadoras de serviços. O delegado Tiago Fernando Correia, responsável pela investigação, explicou que, com base nas denúncias e em evidências coletadas, foi possível dar início a um inquérito policial formal.
Durante as apurações, correu-se o alerta sobre um dos dirigentes mencionados na denúncia, que, entre 2021 e 2023, teria constituído aproximadamente 15 empresas em shopping centers. As investigações revelaram também que o clube pode ter sido vítima de saques em dinheiro, totalizando R$ 11 milhões, o que também desperta questões sobre a destinação desses valores.
No que diz respeito à defesa do atual presidente, Julio Casares, que também está sob investigação, seus defensores afirmam que não há conexão direta entre os saques do clube e as movimentações em suas contas pessoais. Com um salário de R$ 27.505,32 no clube, Casares, segundo a defesa, integra um departamento específico que zela pela conformidade das ações do clube.
A pressão sobre Casares aumentou após a revelação de escândalos e irregularidades envolvendo outros diretores. Em 23 de dezembro, conselheiros apresentaram um pedido de convocação de uma reunião extraordinária para discutir seu impeachment, evento que está agendado para esta sexta-feira, no Morumbi, onde os conselheiros discutiram questões graves envolvendo publicidade e uso inadequado de camarotes em eventos.