Na manhã de hoje, o treino do São Paulo chamou a atenção não apenas pelos aspectos esportivos, mas também por questões administrativas que envolvem o clube. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar 35 saques em dinheiro que somam R$ 11 milhões, realizados entre janeiro de 2021 e novembro de 2025. Os saques estão sendo analisados em detalhes, tendo como base relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
Os advogados que representam o São Paulo na investigação têm a tarefa de apresentar uma prestação de contas que justifique o uso desses R$ 11 milhões. O escritório Iokoi Advogados é o responsável pela defesa do clube e já recebeu o pedido das autoridades policiais para esclarecer a origem e o destino dos recursos levantados.
A linha do tempo da movimentação dos saques revela que, em 2021, R$ 1,5 milhão foram retirados em sete operações. Em 2022, os valores sacados somaram R$ 1,2 milhão em seis transações, e em 2023, o clube retirou R$ 1,4 milhão, também em seis operações. No entanto, o ano de 2024 foi o mais movimentado, com 11 saques totalizando R$ 5,2 milhões, seguido por mais R$ 1,7 milhão em cinco saques realizados em 2025.
A investigação ficou particularmente atenta ao fato de que as duas primeiras operações de saque em 2021 foram realizadas por um funcionário do clube. Posteriormente, a administração optou por contratar uma empresa de transporte de valores para realizar as retiradas, uma estratégia que, segundo as investigações, pode complicar a identificação dos responsáveis. A Polícia Civil espera receber os documentos que comprovem a legalidade das transações antes de avançar com a apuração dos fatos.