A mudança de data veio acompanhada de uma importante definição jurídica proferida pelo presidente do Conselho, Olten Ayres. Atendendo a um pedido da defesa de Casares, o quórum necessário para a aprovação do afastamento foi elevado de dois terços (cerca de 66%) para 75% dos votos favoráveis, com base no Artigo 58 do Estatuto Social.
O Impacto dos Números
Com a aplicação do quórum qualificado mais rígido, a missão da oposição tornou-se matematicamente mais difícil.
Votos necessários: Agora, são necessários 191 votos favoráveis para a destituição (contra os 170 exigidos anteriormente).
Total de votantes: O Conselho conta atualmente com 255 membros ativos habilitados para a votação secreta.
O "Paredão" de Casares: Se a oposição não atingir os 191 votos, o processo será arquivado imediatamente.
Os Próximos Passos: Sucessão e Sócios
Caso o Conselho Deliberativo aprove o impeachment nesta sexta-feira, o afastamento de Julio Casares é imediato, mas ainda em caráter temporário. O vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos e com longa trajetória no clube, assumirá a presidência interina.
A decisão final, porém, caberá aos donos do clube: os sócios. Dentro de um prazo de até 30 dias, uma Assembleia Geral deverá ser convocada. Nesta instância, a regra é diferente: basta a maioria simples (50% + 1 dos votos) para ratificar a destituição definitiva ou manter o presidente no cargo.
Se a saída for confirmada pelos sócios, Harry Massis Junior governará o São Paulo até dezembro de 2026, com uma nova eleição para o triênio seguinte (2027-2029) ocorrendo ao final deste ano. A expectativa é de segurança reforçada e clima de forte tensão nos arredores do MorumBis durante toda a jornada de votação.
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