O processo de impeachment do presidente Julio Casares, do São Paulo Futebol Clube, tem gerado intensa discussão entre os conselheiros do clube. A votação está marcada para o dia 14 de janeiro, às 18h30, no Morumbi, e será realizada de forma presencial e com voto secreto. Conselheiros que são a favor do impeachment têm solicitado mudanças no formato da votação, defendendo a inclusão de um sistema híbrido que permita votos online, o que poderia aumentar a participação, especialmente considerando que muitos conselheiros estão viajando durante as férias de janeiro.
Vinícius Pinotti, identificado como um possível candidato da oposição nas próximas eleições, manifestou seu voto contra Casares, embora sua participação na votação esteja em risco devido a uma viagem ao Japão. Pinotti expressou a necessidade de um voto online em suas redes sociais, reforçando a ideia de que a imposição do voto presencial pode resultar em um colégio eleitoral esvaziado, especialmente com protestos agendados para o mesmo dia, que geram um clima de insegurança.
Segundo o Estatuto Social do São Paulo, o presidente pode ser afastado se dois terços dos conselheiros votarem a favor da destituição. Com 255 conselheiros no total, isso significa que seriam necessários 170 votos a favor do impeachment para que Casares deixasse o cargo. Se a votação não alcançar esse número, ele permanece no posto até o fim de seu mandato, que se estende até 2026. Por outro lado, se o impeachment for aprovado, Casares seria preliminarmente afastado e o vice-presidente, Harry Massis Junior, assumiria interinamente.
Após a convocação de uma Assembleia Geral pelo presidente do Conselho, Olten Ayres, para discutir a situação de Casares, os sócios teriam que votar pela aprovação ou não do impeachment. Neste caso, uma simples maioria seria suficiente para a destituição. Se os sócios decidirem pelo impeachment, Harry Massis Junior permanecerá no cargo até o final de 2026, enquanto novas eleições ocorrerão para definir o presidente do triênio de 2027 a 2029.
Os conselheiros do São Paulo protocolaram em 23 de dezembro um pedido de votação que foi assinado por 57 pessoas, incluindo membros da oposição e da situação, demonstrando a divisão no clube. A pressão sobre Casares aumentou após reportagens revelarem um esquema clandestino de venda relacionado a um camarote no Morumbi, implicando diretores que já foram afastados. Paralelamente, a Polícia Civil investiga várias irregularidades, o que intensifica a crise enfrentada pela presidência do clube.