O São Paulo começou o ano de 2025 com grandes expectativas, impulsionado pela contratação de Oscar, que prometia fortalecer a equipe na disputa pela Copa Libertadores. O time também contava com Lucas Moura, outro destaque do futebol europeu. No entanto, ao longo da temporada, as deficiências operacionais do clube se tornaram um obstáculo às suas ambições. Sob a direção de Luis Zubeldía, o Tricolor alcançou a semifinal do Campeonato Paulista, mas foi eliminado pelo Palmeiras em uma partida marcada por um polêmico pênalti de Arboleda em Vitor Roque.
A eliminação no estadual gerou um certo consenso de que o São Paulo teria chances de lutar pelo título da Libertadores. Nos primeiros meses do ano, o clube demonstrou capacidade de competir em alto nível, inclusive mantendo uma campanha sólida na fase de grupos, onde conquistou o segundo melhor desempenho geral, atrás apenas do Palmeiras. A torcida, empolgada, começou a sonhar com o tetracampeonato, especialmente após a classificação emocionante nas oitavas de final contra o Atlético Nacional, decidida nos pênaltis.
Porém, nas quartas de final, o confronto contra a LDU se transformou em um pesadelo. Apesar de ter sido superior em ambos os jogos, o São Paulo falhou em converter oportunidades e acabou sendo eliminado após duas derrotas, culminando em uma saída melancólica do torneio continental. Para piorar, o elenco sofreu com um elevado número de lesões, com 70 casos ao longo da temporada, dos quais 36 eram musculares. Na partida decisiva contra a LDU, Oscar estava indisponível, e Lucas Moura somente participou como jogador em recuperação.
À medida que o ano avançava, Hernán Crespo enfrentava sérias dificuldades para escalar o time, chegando ao ponto de contar apenas com jogadores do sub-20 no banco de reservas. Assim, os últimos meses de 2025 foram um verdadeiro teste de sobrevivência para o São Paulo, que tentou se classificar para a Pré-Libertadores, mas dependia de resultados que não ocorreram. A goleada de 6 a 0 sofrida contra o Fluminense no Maracanã encerrou a temporada de maneira emblemática, refletindo tanto o fracasso esportivo quanto o declínio institucional de um clube que já foi referência no futebol brasileiro e sul-americano.
Além dos insucessos em campo, o clube enfrenta uma significativa crise institucional. Diretores e conselheiros próximos a Julio Casares estão sob investigação por possível exploração irregular de camarotes do Morumbi durante shows. Além disso, a gestão de Casares também é alvo do Ministério Público e da Polícia Civil devido à venda de jogadores da base a valores considerados muito abaixo da média de mercado. Enquanto essas investigações seguem em sigilo, as perspectivas para 2026 não parecem otimistas. O Morumbi atravessa um período obscuro, e a torcida demonstra uma crescente falta de esperança. O São Paulo, um gigante do futebol, precisa urgentemente de uma mudança de rumo.