O clima nos bastidores do São Paulo Futebol Clube é de tensão após a humilhante derrota por 6 a 0 para o Fluminense no Maracanã, um resultado que muitos consideram como uma das piores noites da história do clube. A insatisfação com a administração do presidente Julio Casares gerou um movimento de opositores que busca coletar assinaturas para um pedido de impeachment. Desde o início da sua gestão, Casares tem enfrentado críticas contundentes, especialmente em relação aos graves problemas financeiros e esportivos que têm afetado o clube.
Atualmente, a oposição conta com 55 conselheiros que se mobilizam em um cenário onde a situação, representada por 256 conselheiros, tem se mostrado predominantemente favorável. As mudanças nas dinâmicas políticas internas têm sido intensas à medida que se aproxima o ano eleitoral. O grupo opositor planeja levar suas preocupações ao Conselho Deliberativo do clube, buscando respostas e uma possível mudança de direção.
Em um comunicado formal, os conselheiros pedem a renúncia imediata de Casares, alegando que sua gestão tem sido marcada por medidas que comprometem a estabilidade institucional, financeira e desportiva do São Paulo. Segundo eles, os déficits financeiros anuais, muito provocados por gastos descontrolados, configuram uma gestão temerária, que pode resultar em consequências legais, citando o Artigo 25 da Lei n. 13.155, conhecida como Lei do Profut.
O documento ressalta que a alta dosendividamento e a ausência de conquistas expressivas nas últimas temporadas, em contraste com os investimentos feitos, demonstram uma incapacidade de planejamento por parte da atual administração. Os conselheiros destacam que a política interna do clube também foi afetada, citando tentativas de centralização de poder e a perseguição de vozes discordantes, o que enfraquece a democracia dentro da instituição.
Por fim, a intenção de negociar as propriedades de Cotia sob condições desfavoráveis, sem a devida aprovação do Conselho Deliberativo, e a recente derrota no campeonato, encerrando mais uma temporada sem títulos, reforçam a percepção de que a continuidade no cargo de Casares não atende aos melhores interesses do clube. Assim, os conselheiros solicitam a sua renúncia para iniciar um processo de reconstrução que se mostra urgente e necessário.