Nesta quarta-feira (19), Rui Costa, diretor executivo do São Paulo, conduziu uma coletiva onde abordou as vendas de atletas formados nas Crias de Cotia, destacando as recentes saídas de jogadores como Lucas Ferreira, Matheus Alves e Henrique Carmo. As negociações foram alvo de críticas por parte da torcida, que questionou os valores envolvidos e a prematuridade na venda de alguns desses jogadores.
Em sua defesa, Rui Costa enfatizou a importância das vendas para a saúde financeira do clube. Ele ressaltou que o São Paulo, historicamente, baseia sua sustentabilidade na negociação de atletas de destaque. "O clube sobrevive da venda de atletas e das receitas de TV. Não tem outra solução. O São Paulo, especificamente, sempre foi um clube que vive dessas transações", disse o dirigente, explicando que a venda de um jogador é influenciada por uma série de fatores, os quais o público não tem total acesso.
O diretor também abordou o rigoroso processo de transição de jovens atletas no clube, destacando que os treinos são monitorados para entender o perfil de cada jogador e como eles reagem em situações adversas. "O São Paulo tem um processo de transição de atletas jovens que é bastante profissional", completou Rui Costa.
Além das questões de vendas, o dirigente comentou sobre a busca do São Paulo por uma vaga na Copa Libertadores de 2026. Ele foi questionado se a classificação influenciaria os planos da equipe para o próximo ano. "Essas reuniões são justamente para projetar cenários. Estar dentro ou fora da Libertadores faz diferença e percebemos que o mercado reage de maneira distinta conforme esse contexto. É importante estar na competição", afirmou Rui Costa.