O São Paulo está prestes a dar início à sua jornada na Conmebol Libertadores Feminina, enfrentando o San Lorenzo nesta sexta-feira às 20h. A equipe conta com a força de um elenco talentoso e a determinação de Bia Menezes, uma jogadora que tem uma conexão emocional profunda com o clube. Desde a sua chegada em 2024, Bia tem honrado a memória de sua mãe, Bernardina Ferreira, que faleceu em 2021. Essa perda foi um divisor de águas em sua vida e carreira, levando-a a considerar a possibilidade de abandonar o futebol.
Bia recorda que a dor da perda quase a fez desistir de seus sonhos, uma vez que sua motivação sempre foi mudar a vida de sua mãe e proporcionar a ela experiências que nunca teve. "Foi uma fase muito difícil da minha carreira, realmente pensei em parar de jogar porque não fazia sentido", compartilhou. No entanto, inspirada pela força e determinação de sua mãe, ela decidiu seguir em frente. "Se tivesse parado, hoje não estaria vestindo a camisa do time do coração dela", acrescentou.
Para superar esse desafio emocional, Bia Menezes buscou apoio na terapia, uma prática que ela considera essencial para os atletas. "Aprendi que não consigo controlar o externo, só o interno", refletiu sobre como lidou com a pressão e os desafios na sua carreira até o momento. "Acho a psicologia essencial na vida do atleta, de qualquer pessoa." Com sua coragem e apoio profissional, Bia conseguiu não apenas retornar aos treinamentos, mas também alcançar novos patamares com o São Paulo, incluindo a conquista da Supercopa Feminina neste ano.
Agora, a jogadora se prepara para fazer história, representando o clube na sua primeira participação na Libertadores. "É único imaginar que estou entrando na história do São Paulo disputando essa primeira Libertadores e buscar o título, que é nosso objetivo", afirmou, expressando sua gratidão e empolgação. O São Paulo está no Grupo C da competição, junto com San Lorenzo, Colo-Colo e Olimpia, e a expectativa é alta após a recente vitória sobre o Corinthians na Copa do Brasil, que elevou a moral do time.
O uso do VAR na Libertadores Feminina é uma novidade significativa, que promete melhorar a justiça nas partidas, além da premiação recorde que os clubes receberão por sua participação. A competição se torna ainda mais intensa à medida que o futebol feminino ganha força na América do Sul, refletindo um crescimento no planejamento e desenvolvimento da modalidade, como observou Bia ao mencionar os exemplos da Colômbia e Paraguai.