Nove clubes do Brasileirão estão fora das normas de fair play financeiro
2 de Setembro de 2025O fair play financeiramente está se tornando um tema central no futebol brasileiro, com uma nova proposta sendo trabalhada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em colaboração com os clubes. Recentemente, a consultoria SportsValue conduziu um estudo abrangente com base nos dados financeiros dos últimos três anos (2022, 2023 e 2024), revelando que nove clubes ficaram “reprovados” segundo a sua metodologia, que avalia o controle de déficits e prejuízos, os gastos com salários e contratações, e o endividamento dos clubes.
Os critérios estabelecidos incluem: um controle rígido dos déficits, onde os clubes não poderiam ultrapassar R$ 20 milhões negativos em média anual, um limite de 73% das receitas utilizadas em salários e contratações, e um índice de dívida líquida/receita inferior a 2,0. Os clubes que não conseguiram atender a esses requisitos incluem Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio, São Paulo, Santos e Vasco, todos apresentando déficits significativos.
Especificamente, os números mostram que o Botafogo SAF teve o maior déficit, com R$ 200,4 milhões, seguido pelo Bahia SAF com R$ 130,1 milhões. Outras equipes que ficaram no “vermelho” incluem Atlético-MG SAF, São Paulo, Vasco da Gama SAF, e Corinthians, todos com déficits acima de R$ 55 milhões. Além desses, Coritiba SAF, Vitória e Ceará também apresentaram déficits, mas dentro do limite de R$ 20 milhões negativos estipulado pela consultoria.
Por outro lado, a pesquisa também identificou clubes que tiveram um desempenho financeiro positivo. Um total de 10 equipes operaram no “verde”, destacando-se Athletico-PR e Flamengo, que mostraram um superávit de R$ 151,5 milhões cada ao longo do período analisado. O Palmeiras ficou em uma posição confortável, com um superávit de R$ 75 milhões, seguido por Internacional com R$ 45 milhões e Cuiabá SAF com R$ 42,6 milhões.
O quadro geral mostra a necessidade de uma gestão financeira mais rigorosa por parte dos clubes brasileiros, visando garantir a sustentabilidade econômica e um futebol mais equilibrado no país. Essa nova abordagem pode ser um passo importante para a melhoria das finanças no futebol nacional.
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o são paulo está separado financeiramente entre as atividades sociais, volei, basquete, atletismo, futsal, festas, piscinas, natação, tênis com seus gastos, com treinadores, auxiliares, etc, das des?esas e créditos do futebol profissional e das categorias de base? ou o deficit decorre disso?