Libertadores do São Paulo: conflitos internos e reforma apressada sem resultado positivo
14 de Julho de 2025Vinte anos após o tricampeonato do São Paulo na Copa Libertadores, as memórias daquela trajetória ainda reverberam nas paredes do clube, mas os acontecimentos que cercaram a final de 2005 foram marcados por tensões e disputas nos bastidores. O Tricolor Paulista se tornou, à época, o único clube brasileiro a conquistar o torneio continental por três vezes, e esses dias que antecederam a final contra o Athletico-PR foram cruciais para essa conquista.
A disputa começou quando o clube paranaense desejou sediar a partida de ida na Arena da Baixada, localizada em Curitiba. Contudo, o estádio não atingia a capacidade mínima exigida pela Conmebol, que era de 40 mil lugares. Inaugurada em 1999, a Arena da Baixada foi um marco na modernização dos estádios brasileiros, mas, em 2005, ainda se encontrava em fase de conclusão, com uma capacidade de apenas 25 mil torcedores devido à presença do Colégio Expoente, que impedia a expansão da estrutura.
Antevendo essa situação, o Athletico-PR tomou uma decisão audaciosa: conseguiu um acordo com a instituição de ensino vizinha, demoliu a divisória entre os terrenos e implementou arquibancadas tubulares provisórias. Essa estratégia, apesar de bastante arriscada, permitiu que o estádio alcançasse a capacidade necessária, viabilizando a realização da primeira partida da final em casa. Porém, mesmo com todos esses esforços, a Conmebol manteve uma postura rígida e não autorizou o uso da arena.
Consequentemente, o Athletico-PR se viu obrigado a buscar uma alternativa e acabou indicando o Beira-Rio, estádio do Internacional em Porto Alegre, que estava a mais de 700 km de Curitiba. O Couto Pereira, casa do Coritiba, foi uma opção que foi descartada em razão da rivalidade entre os clubes. Tal deslocamento acabou por anular o “efeito casa” que o Athletico-PR poderia ter, já que a pressão da torcida, que normalmente era um fator motivador para a equipe, se perdeu em um campo neutro.
O resultado da primeira partida da final, disputada no dia 2 de julho de 2005, foi um empate em 1 a 1. Aloísio, que depois defenderia o São Paulo, marcou para o Athletico-PR logo no início do jogo, mas um gol contra de Durval no segundo tempo garantiu à equipe paulista a igualdade. Essa situação deixou o São Paulo em uma posição confortável para o jogo de volta, que aconteceu no Morumbi no dia 14 de julho, onde 71.986 torcedores puderam testemunhar uma impressionante goleada de 4 a 0.
Com o bom resultado na partida de ida, o elenco tricolor sabia que o grande triunfo estava ao alcance, o que foi comprovado pela atmosfera elétrica que tomou conta do Morumbi. Rogério Ceni e seus companheiros estavam determinados a não deixar a vitória escapar. A urgência de alguns torcedores em buscar respostas sobre possíveis influências nos bastidores ainda ecoa, levantando questões sobre se o São Paulo teria exercido pressão sobre a Conmebol para que não permitisse a disputa em casa do rival.
Hoje, duas décadas depois daquela histórica vitória, o São Paulo mantém sua gloriosa reputação como um dos clubes brasileiros com mais títulos da Libertadores, junto com Santos, Flamengo e Palmeiras. Contudo, desde então, o Tricolor não alcançou mais uma final do torneio. O Athletico-PR, por sua vez, também viveu momentos marcantes, como a disputa da final de 2022 contra o Flamengo, mas acabou sendo derrotado por 1 a 0, revelando que o futebol é feito de vitórias e derrotas, mas principalmente de histórias que continuam a se entrelaçar no tempo.
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meu são Paulo infelizmente parou no tempo....vai ter que arrumar uma diretoria que reorganize isso lutar pra não cair pra segunda divisão vender jogadores pagar essas dividas e mais pra frente reformular o time ..se continuar assim buscando pesas sem proveito e pagando caro de mais vai ser cada vez pior