Adaptação de Bobadilla ao Brasil: influência do pai em rival do São Paulo

Experiência anterior no Brasil facilita adaptação de Damián Bobadilla no São Paulo e em sua nova cultura.

20 de Fevereiro de 2024

Natural de Assunção, o paraguaio Damián Bobadilla não tem tido problemas de adaptação no São Paulo e no Brasil. Visto internamente como um jogador bem articulado, ele sempre demonstrou facilidade para se comunicar com seus novos companheiros e membros da comissão técnica. A boa compreensão da língua portuguesa, aliás, pode ser vista como herança familiar. Segundo relatos do próprio jogador a pessoas do CT da Barra Funda, Bobadilla viveu e estudou num colégio em São Paulo quando o pai, o ex-goleiro Aldo Bobadilla, atuou pelo arquirrival Corinthians. A passagem durou menos de seis meses, já que o então goleiro não teve chance de jogar e pediu para quebrar o contrato ao término da temporada. Para o filho, porém, que tinha nove anos em 2010, a vinda ao Brasil serviu para conhecer uma nova cultura, conviver com brasileiros e se adequar ao português.

Em sua apresentação, por exemplo, em 26 de janeiro, o meio-campista foi questionado logo na primeira pergunta se entendia bem o português. Ele sorriu e disse compreender. Aos companheiros, disse que tem dificuldades em falar, mas que quer aperfeiçoar a fala em poucos meses. – Hoje vou responder em espanhol, mas nas próximas já vou tentar em português – disse, à época. Até aqui, o jogador de 22 anos acumula cinco jogos pelo Tricolor, com um golaço marcado na vitória por 3 a 0 contra o Água Santa. Nas duas últimas rodadas, ele foi usado por Thiago Carpini na lateral direita, já que as lesões de Rafinha, Igor Vinícius e Moreira deixaram o time sem opções no setor: – Ele nunca fez a lateral direita, diga-se de passagem. Mas queria exaltar o compromisso dele em dispor a fazer minutos antes da partida, com o imprevisto do Moreira – explicou o treinador.

Até aqui, são menos de dois meses de clube, mas o jogador dá sinais de identificação com o Tricolor. Em Belo Horizonte, na final da Supercopa, chorou copiosamente dentro do gramado durante a comemoração do título do Tricolor, o seu primeiro fora do Cerro Porteño, onde foi formado. – O título foi muito especial, o primeiro com essa instituição. A emoção foi porque estava toda a torcida atrás do gol, pela emoção dos pênaltis. Eu sou muito apaixonado quando estou vivendo o jogo, por isso a emoção – explicou ele em entrevista recente para a SPFC Play.

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