LEMBRA DELE? Darío Pereyra deixa de lado trabalho de treinador e vira analista
Ex-zagueiro uruguaio do São Paulo tentou carreira de técnico, mas desistiu para poder ficar com filhos. Agora trabalha na Traffic, parceira do Palmeiras
Fonte Globo Esporte
22 de Julho de 2009
Como zagueiro, o uruguaio Darío Pereyra foi praticamente uma unanimidade. Dono de muita raça e técnica diferenciada, ele brilhou com a camisa do São Paulo. Tentou depois a carreira de treinador, mas não teve o mesmo sucesso. Colocado em dúvida várias vezes e sem tempo para fazer um trabalho a longo prazo, desistiu. Preferiu então iniciar uma carreira nos bastidores do futebol. Atualmente é analista da Traffic.
- Eu trabalho na parte de avaliação e captação de atletas para o Desportivo Brasil, time que a Traffic (parceira do Palmeiras) mantém. Ajudo também em análises para investimento em jogadores. Eu gosto muito, porque assim continuo no meio do futebol, que é o que entendo – comentou Darío Pereyra.
Dentro de campo, o zagueiro atuou por Nacional, São Paulo, Flamengo, Palmeiras e Matsuhita, do Japão. Como treinador, sua primeira experiência foi no time de juniores do Tricolor Paulista. Logo em seguida assumiu os profissionais da equipe do Morumbi. Mais tarde dirigiria ainda Coritiba, Atlético-MG, Corinthians, Paysandu, Grêmio e Portuguesa, seu último trabalho como comandante, em 2004.
- Eu tenho dois filhos (Camila, de 19, e Felipe, de 16) e sou viúvo. Como treinador era complicado, porque eu viajava muito e tinha de deixar os meus filhos. Resolvi deixar essa carreira, não estava compensando para mim. Meus filhos estavam na escola, não tinham como ficar mudando de cidade, e você não tem estabilidade, a possibilidade de um trabalho a longo prazo – explicou o uruguaio.
Apesar de estar mais feliz ao lado da família, morando na capital paulista e com um trabalho que lhe consome menos tempo, Darío Pereyra admite que sente falta da rotina de treinador. Mas nada que o faça querer retomar a carreira.
- Sinto falta de ter contato, de fazer um trabalho bom, de ver que o jogador progride. É bom porque você vê a sua mão, é um trabalho gostoso. O que realmente desanima é que os treinadores não têm tempo para trabalhar. Estão sempre pressionados. No demais é muito gostoso, por isso tem tanto treinador e gente querendo ser – falou.
Saudades mesmo o ex-zagueiro tem da época em que brilhava nos campos. Principalmente das finais. Como principais lembranças ele tem as decisões dos Campeonatos Brasileiros de 1977 e 1986, conquistados pelo São Paulo. E uma outra recordação especial. Não tão feliz quanto as outras duas, é verdade: a derrota do Uruguai para Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1986. Ele explica.
- Joguei dez anos no São Paulo, então é o clube que hoje eu mais acompanho. Na minha memória, o que mais ficou foi a final do Brasileiro de 1986, contra o Guarani, e também a de 1977, nos pênaltis, diante do Atlético-MG. Essa foi emocionante, porque fomos jogar sem muitas chances de título. Outro jogo que me marcou foi Uruguai e Argentina na Copa de 1986. Perdemos, mas eu marquei o Maradona – lembrou Darío.
Alfonso Darío Pereyra, ou simplesmente Darío Pereyra, tem hoje 53 anos. Nascido em Montevidéu, adotou São Paulo como sua cidade desde que defendeu o clube tricolor.
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