Empresa de Leila, presidente do Palmeiras, quase patrocinou o São Paulo em 2015

Fonte globoesporte
10 de Março de 2023
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, ao lado de Julio Casares, presidente do São Paulo, em reunião sobre criação da liga — Foto: Thiago Ferri/i>
A reciprocidade nos aluguéis do Morumbi e do Allianz Parque acalorou a rivalidade fora de campo entre alguns torcedores de São Paulo e Palmeiras nos últimos dias.

Quando a equipe alviverde mandou a partida contra o Santos, no início de fevereiro, no estádio são-paulino, torcedores do Tricolor não gostaram. Na próxima segunda-feira, é o São Paulo quem será o mandante no Allianz Parque diante do Água Santa, pelas quartas de final do Paulistão.

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E alguns palmeirenses não estão felizes com isso...
A troca de aluguéis foi uma articulação entre o presidente do São Paulo, Julio Casares, e da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Hoje em lados opostos, eles poderiam estar juntos no Tricolor.
Sim, é isso mesmo que você leu. Isso porque a Crefisa, empresa de Leila Pereira e que patrocina o Palmeiras, quase acertou com o Tricolor para ser o patrocinador máster em 2015.
Em 2014, a empresa negociava com São Paulo e Palmeiras ao mesmo tempo. Então presidido por Carlos Miguel Aidar, o Tricolor oferecia benefícios até melhores que as do rival para fechar o acordo.
O clube, por exemplo, colocava o Morumbi no pacote do patrocínio. A proposta dava à Crefisa um camarote de frente para o centro do campo, mil ingressos por jogo em casa, personalizava um setor de cadeiras numeradas com a comunicação visual da instituição financeira, inseria a marca dela em testeiras e placas nos anéis das arquibancadas e em regiões que são mostradas pela televisão em transmissões – o que aumenta o retorno de mídia da patrocinadora.
O banco também teria pontos de venda dentro do estádio, nos quais poderia oferecer empréstimos consignados aos torcedores. A proposta palmeirense pedia os mesmos R$ 23 milhões ao ano pelo patrocínio, mas com benefícios bem mais modestos para a empresa.
Mas por que Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, controlador da Crefisa na época, aceitaram o time alviverde?
O fator que mais pesou foi que Lamacchia é um palmeirense declarado e afirmou em algumas ocasiões que patrocinar seu clube do coração era um sonho a ser realizado. Além disso, havia grande simpatia por Paulo Nobre, então presidente do Palmeiras.
Por fim, pesou contra o São Paulo a administração de Carlos Miguel Aidar. O ex-presidente, que renunciou ao cargo após acusações de lavagem de dinheiro e corrupção, tinha um contrato com sua namorada, Cinira Maturana, para que ela recebesse 20% de comissão sobre contratos que trouxesse ao clube.

Aidar ainda manchou a imagem do clube com três grandes fornecedoras de materiais esportivos ao atravessar executivos brasileiros, desrespeitar contratos e pré-contratos e fazer leilão.
Em janeiro de 2015, a Crefisa assinou contrato com o Palmeiras e iniciou ali uma parceria vencedora, recheada de títulos, com Copa do Brasil, Libertadores, Brasileirão... O São Paulo, por sua vez, acumulou dívidas e conquistou apenas o Paulistão de 2021.
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Comentários

marcos fernando basso
2 0
11/03/2023 03:29:59

tem boi na linha desses 2.... se conheceram no tinder será?

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