Aos 23, Diego Costa pode ser capitão mais jovem a liderar São Paulo em um título desde 1994

Fonte globoesporte
O posto de capitão de uma equipe geralmente é ocupado pelo atleta mais experiente, com rodagem e títulos na bagagem. Mas nem sempre. No São Paulo, o técnico Rogério Ceni, que utilizou a braçadeira por mais de uma década, a entregou a um jovem zagueiro de apenas 23 anos.

Neste sábado, em Córdoba, na Argentina, Diego Costa poderá se tornar o mais jovem são-paulino a liderar a equipe a um título desde que Bordon, aos 18 anos, foi o capitão na conquista da Taça Conmebol de 1994 – naquele torneio, porém, o São Paulo jogou com o que ficou conhecido como “Expressinho”, uma equipe formada principalmente por jovens criados na base.

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Às 17h, o time tricolor enfrenta o Independiente del Valle na final da Copa Sul-Americana. O duelo, em jogo único, irá à prorrogação em caso de empate que, se persistir, levará a decisão aos pênaltis.
Há dez anos, quando o São Paulo venceu a Sul-Americana pela primeira vez, a cena de Lucas Moura, então aos 20 anos, erguendo a taça, marcou aquela noite. Daquela vez, porém, o atacante hoje no Tottenham não era o capitão, mas recebeu a missão como homenagem de Ceni por estar se despedindo do clube a caminho do PSG.
"Um capitão nato"
No time atual, o jovem Diego Costa ganhou a responsabilidade de vestir a braçadeira mesmo dividindo campo com veteranos como Miranda, Rafinha, Luciano e Calleri.
Não foi à toa.
– Ele é um capitão nato – disse ao ge Orlando Ribeiro, hoje técnico do Santos, que dirigiu Diego Costa na base do São Paulo.
Ribeiro deu a braçadeira a Diego e, juntos, foram campeões da Copa São Paulo em 2019 – e coube ao zagueiro erguer aquele troféu, gesto que pode ser repetido em Córdoba.
– Fico muito feliz de ter participado da carreira dele. Foi o capitão quando trabalhamos juntos, já tinha esse perfil. É um atleta que a gente vê com muito futuro, ainda é novo – completou Ribeiro.
Diego Costa ganhou as primeiras chances no São Paulo com Fernando Diniz, em 2020 – quando chegou, inclusive, a ser titular. Depois, com Crespo, perdeu espaço. Ceni recuperou o jogador, o transformou em seu principal defensor e, agora, no líder da equipe.
– Acho que ele tem se mostrado bastante maduro. É um cara formado aqui. Acho que conhece bem os valores e a instituição, o que tem sido importante para ele. Deus queira que ele possa repetir outro menino da base, dez anos atrás, que foi o Lucas, e possa levantar esse título – disse o técnico após a vitória sobre o Avaí, no último domingo.
O desejo de Ceni já ocupa a mente do zagueiro, também.
– Eu penso muito nisso, sim. Desde que o juiz apitou no final do jogo contra o Atlético-GO (na semifinal) eu já comecei a pensar nessa possibilidade (de erguer a taça). É um sonho que eu tenho, particularmente, acho que é um sonho de todo torcedor são-paulino – afirmou Diego Costa.
Nos vestiários, é visto com um jogador que exerce sua liderança. Costuma falar com os demais atletas antes dos jogos, algo que fazia antes mesmo de ser tornar capitão. Uma herança dos tempos da base que ele replica no profissional, segundo quem o acompanha.
Em campo, não se esconde. Ganhou muito destaque quando, aos 21, anulou o atacante Jô num clássico contra o Corinthians, no Morumbi. Às vezes, porém, o temperamento se torna explosivo.

– Para o Diego não pode pedir muita calma. Ele é acelerado, mas não é maldoso. É competitivo ao extremo. Mas não pode pilhar muito, tem que tentar deixá-lo mais tranquilo – conta Orlando Ribeiro.
Na temporada, Diego Costa tem 48 jogos, 44 deles como titular. Em maio, renovou contrato com o São Paulo até o fim de 2024. Curiosamente, fará contra o Independiente del Valle seu 100º jogo com a camisa tricolor. Poderá ser o maior deles.
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Comentários

edilson pedreiro
0 0
01/10/2022 17:51:33

Ate o momento nao foram para argentina disputar um titulo

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