Teve volta olímpica, foto com todo mundo no símbolo do clube ao lado do gramado, passeio no carrinho da maca, provocação ao rival. Não foi para menos.
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Havia muita pressão sobre a equipe, que a transformou em combustível para superar dificuldades de um time que ainda sofre tecnicamente e a desconfiança que se colocou como uma nuvem carregada sobre o grupo após uma série de jogos ruins.
Patrick foi quem clareou o céu tricolor ao fazer o primeiro gol logo aos quatro minutos do primeiro tempo. Bem posicionado, aproveitou um rebote de Renan depois de um chute de Luciano.
O gol incendiou o Morumbi, quase lotado, que empurrou o São Paulo contra a defesa do Atlético-GO. Os donos da casa tomaram o campo de ataque, e o segundo gol parecia que sairia a qualquer momento. Mas a insistência tricolor em alçar bolas na área facilitou o trabalho dos defensores – ainda mais com Calleri em má fase.
O ímpeto são-paulino arrefeceu a partir da metade do primeiro tempo, mas em nenhum momento os visitantes demonstraram força para reagir – Felipe Alves, que ganhou a vaga de Jandrei, foi praticamente um espectador em campo.
O 1 a 0 não resolvia nada para o São Paulo, que tinha perdido no jogo de ida por 3 a 1. Era preciso pelo menos mais um gol para evitar a eliminação – com 2 a 0, a decisão seria nos pênaltis.
O segundo gol saiu aos 17 minutos do segundo tempo, mais uma vez com Patrick. Ele se antecipou ao zagueiro e completou cruzamento de Alisson.
Houve oportunidade de fazer o terceiro. Galoppo teve a melhor delas, mas finalizou mal.
Mais uma vez a classificação veio nos pênaltis – já tinha sido assim contra o Palmeiras, na Copa do Brasil, e na fase anterior da Sul-Americana, contra o Ceará.
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Baralhas e Léo Pereira erraram as cobranças do Atlético-GO, Luciano a do São Paulo. Galoppo decretou a passagem do São Paulo à final com uma batida inteligente, em que deslocou Renan com o olhar e bateu no canto contrário.
Em busca do bicampeonato – venceu a Sul-Americana em 2012, no último título do técnico Rogério Ceni como jogador –, o São Paulo irá a Córdoba, na Argentina, no dia 1º de outubro, para enfrentar o Independiente del Valle. Os equatorianos avançaram sem sustos ao bater o Melgar, do Peru, com dois 3 a 0, em casa e fora.
Até lá, o São Paulo precisará voltar a dar a atenção devida ao Campeonato Brasileiro para tentar afastar o perigo da zona de rebaixamento, hoje só cinco pontos longe. Tentará, também, a façanha de virar o confronto contra o Flamengo, na semifinal da Copa do Brasil, na semana que vem, no Maracanã, após ser derrotado em casa por 3 a 1.
São duas missões que terão um time mais leve após a vitória desta quinta no Morumbi.
Análise, São Paulo, pressão, combustível, final

Isso NÃO apaga a vergonha que o clube vem passando por causa de um time mau trinado