Após Hernanes, Ricardo Gomes tem nova missão: recuperar Washington
Fonte Gazeta Esportiva
29 de Junho de 2009
Ao desembarcar no São Paulo, Ricardo Gomes encontrou Hernanes, melhor jogador do Brasileiro de 2008, na reserva. Em quatro dias de trabalho, o comparou a Kaká, lhe devolveu a titularidade e ainda deu a faixa de capitão. Resultado: 2 a 0 no Náutico, com participação do camisa 10 nos dois gols. A tarefa, agora, é fazer algo parecido com Washington.
O atacante, contratado para ser o artilheiro do clube na temporada, tem sofrido mais do que o meio-campista com a torcida. Depois de ser considerado um dos principais culpados pela derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro, que custou a eliminação na Libertadores, o camisa 9 deixou o Morumbi no sábado sob intensas vaias.
A irritação nas arquibancadas é consequência da falta de gols nas últimas partidas - a última fez em que o centroavante balançou as redes foi na vitória por 3 a 0 sobre o Cruzeiro, pelo Brasileiro, em 31 de maio. Para explicar seu jejum, o jogador cobrou mais criatividade do meio-campo. Garantiu que, se tivesse três chances, faria pelo menos um gol. Diante do Náutico, teve quatro oportunidades, e falhou em todas.
"Todos os melhores atacantes do mundo passaram por períodos complicados. O Washington não foi o primeiro e não será o último atacante a perder oportunidade. O gol vai sair, não tem problema errar. O que não admito é jogador se esconder, tem que tentar", comentou Ricardo Gomes.
Mais adepto à conversa do que Muricy Ramalho, o novo comandante fez Hernanes renascer com diálogos no CT são-paulino. O mesmo vai acontecer com o Washington, mas não da mesma maneira. Além de treinar mais seus meio-campistas para deixar o artilheiro em condições de fazer gols, o técnico conta com a história de superações do jogador que mais balançou as redes em uma edição do Brasileiro (34 pelo Atlético-PR, em 2004).
"O Hernanes tem uma história aqui, e o Washington só chegou agora. Além disso, a situação é mais difícil porque ele é atacante e atacante tem que botar a bola para dentro. Mas o Washington vai vencer no São Paulo, pode ter certeza. Tem que falar isso todo dia para ele. E ele tem a cabeça muito boa, por tudo que já passou", indicou Ricardo, lembrando dos problemas cardíacos que quase encerraram a carreira de Washington.
Com este espírito, o camisa 9 aparenta serenidade. Em 2008, antes de se tornar um dos artilheiros do Brasileiro com 21 gols, também sofreu com as críticas em meio a um jejum na temporada. Como fez nas Laranjeiras, o atacante prefere prometer pouco e mostrar senso de coletividade ao colocar os resultados do time à frente do desempenho pessoal.
"É bom começar jogando, porque dá confiança para trabalhar e melhorar cada vez mais nos treinos", comentou o jogador, que voltou ao time titular na estreia de Ricardo Gomes após não ser relacionado nem para o banco no jogo anterior, na derrota por 3 a 1 para o Corinthians. "O Ricardo conversa mais que o Muricy, mas é um pouco diferente. Com o tempo vou conhecê-lo melhor", completou, também apostando no bate-papo com o novo chefe.
*Colaborou José Edgar de Matos, especial para a GE.Net
O atacante, contratado para ser o artilheiro do clube na temporada, tem sofrido mais do que o meio-campista com a torcida. Depois de ser considerado um dos principais culpados pela derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro, que custou a eliminação na Libertadores, o camisa 9 deixou o Morumbi no sábado sob intensas vaias.
A irritação nas arquibancadas é consequência da falta de gols nas últimas partidas - a última fez em que o centroavante balançou as redes foi na vitória por 3 a 0 sobre o Cruzeiro, pelo Brasileiro, em 31 de maio. Para explicar seu jejum, o jogador cobrou mais criatividade do meio-campo. Garantiu que, se tivesse três chances, faria pelo menos um gol. Diante do Náutico, teve quatro oportunidades, e falhou em todas.
"Todos os melhores atacantes do mundo passaram por períodos complicados. O Washington não foi o primeiro e não será o último atacante a perder oportunidade. O gol vai sair, não tem problema errar. O que não admito é jogador se esconder, tem que tentar", comentou Ricardo Gomes.
Mais adepto à conversa do que Muricy Ramalho, o novo comandante fez Hernanes renascer com diálogos no CT são-paulino. O mesmo vai acontecer com o Washington, mas não da mesma maneira. Além de treinar mais seus meio-campistas para deixar o artilheiro em condições de fazer gols, o técnico conta com a história de superações do jogador que mais balançou as redes em uma edição do Brasileiro (34 pelo Atlético-PR, em 2004).
"O Hernanes tem uma história aqui, e o Washington só chegou agora. Além disso, a situação é mais difícil porque ele é atacante e atacante tem que botar a bola para dentro. Mas o Washington vai vencer no São Paulo, pode ter certeza. Tem que falar isso todo dia para ele. E ele tem a cabeça muito boa, por tudo que já passou", indicou Ricardo, lembrando dos problemas cardíacos que quase encerraram a carreira de Washington.
Com este espírito, o camisa 9 aparenta serenidade. Em 2008, antes de se tornar um dos artilheiros do Brasileiro com 21 gols, também sofreu com as críticas em meio a um jejum na temporada. Como fez nas Laranjeiras, o atacante prefere prometer pouco e mostrar senso de coletividade ao colocar os resultados do time à frente do desempenho pessoal.
"É bom começar jogando, porque dá confiança para trabalhar e melhorar cada vez mais nos treinos", comentou o jogador, que voltou ao time titular na estreia de Ricardo Gomes após não ser relacionado nem para o banco no jogo anterior, na derrota por 3 a 1 para o Corinthians. "O Ricardo conversa mais que o Muricy, mas é um pouco diferente. Com o tempo vou conhecê-lo melhor", completou, também apostando no bate-papo com o novo chefe.
*Colaborou José Edgar de Matos, especial para a GE.Net
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