Eles foram parceiros de trabalho por 24 anos. Inclusive no São Paulo, na temporada 2016. José di Leo, histórico auxiliar do ex-técnico Edgardo "Patón" Bauza, esteve perto de chorar em uma comovente entrevista ontem (23) ao programa Super Deportivo Radio, da rádio argentina Villa Trinidad.
Bauza está com uma doença degenerativa e hoje apenas balbucia, segundo Di Leo. Para que ele expresse alguma coisa, é preciso "forçá-lo", algo que o enche de angústia.
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"São etapas muito diferentes e duras. Houve uma etapa onde ainda podia falar. Agora estamos em uma etapa em que é necessário forçá-lo a que ele lembre ou não. Quando estou com ele, acabo me machucando. Acabamos forçando tudo e não tem sentido. É muito difícil", contou José.
Ele trouxe detalhes inéditos sobre o estádio de saúde do amigo. "Já superei essa etapa na qual ele me conhece ou não. Apenas quero que esteja tranquilo. Tudo surgiu quando parou de trabalhar. Começa a cair quando deixa o Rosario Central. Na parte técnica, estava intacto", seguiu, na conversa com a Rádio Villa Trinidad.
"Sempre me perguntava: fizemos tão bem as coisas para ter o que merecemos hoje? Em janeiro ou fevereiro vu para o Equador. Quero vê-lo e não importa se me conhece ou não. Quero vê-lo como está. Todos os dias penso que isso é uma mentira, vivo com esperança de que volte a ser ele. Cada vez que falo, fico mal."
Injustiça e pena
O testemunho do amigo de Bauza é cortante: "Me dá muita pena. Lembro que dizia que ia a trabalhar até os 68 anos, e eu, até os 64. Ele me dizia, o único que quero é ter uma casinha, uma piscina e uma churrasqueira para comer com os amigos. Me dá muita angústia que eu possa aproveitar e ele não. Isso me faz mal, mal. Ele não sabe o que está acontecendo e vive outra realidade. Às vezes digo: que injustiça, que pena".
Histórico ex-jogador e técnico do Rosario Central, Bauza foi homenageado no último fim de semana com a inauguração de um busto seu no espaço onde o clube treina hoje.
"Quando vi o busto do Patón, fiquei mal, porque ele não pode curtir e valorizar o que estão fazendo. Adoraria que ele estivesse, mas com seu problema ele tem que ficar tranquilo na sua casa. Foi um dia de muita angústia e tristeza. Misturaram-se muitas coisas. Fomos e somos irmãos, tudo me dói muito."
"O Patón está em Quito. Foi e é muito duro o que está vivendo. Quando soube da sua doença, não quis trabalhar mais. Me pegou tão forte que não queria saber mais nada, porque tudo o que fazia como técnico, pensava nele. Me custa muito não compartilhar tudo isso com ele."
"Alguém nunca está preparado para isto. Me dói saber que conquistamos muitas coisas e que agora não podemos aproveitar juntos. Sempre falamos de nos aposentarmos juntos e viajar para ir às Copas do Mundo."
A conversa terminou com uma frase forte por parte do ex-auxiliar de Bauza:"Preferia não ter ganhado nada do que ganhamos, e estamos agora na Quarta Divisão, sem água e com muitas necessidades, porém com o Patón saudável e feliz".
Ex-técnico, SPFC, doente, Patón Bauza

QUE DEUS O AJUDE, SEGUNDO TÉCNICO DOENTE DO SAO PAULO, BAUZA NAO FALA, E VAGABUNDO CENI NAO USA O CEREBRO
Muito triste essa realidade que vive o Paton Bauza, mas Deus pode restituir a sua saude. Que seus familiares tenham paciência e muito carinho para com ele e com as orações à Deus e muita confiança ele vai melhorar. CONFIEMOS.
Chego nas semi da liberta em 2017 força e que Deus de vitoria a sua recuperação
Hj no gol o calleri vai fz uma homenagem a ele
Muito triste
Não sei qual é a Religião desta pessoa más Deus é só um e gostaria que alguém da família que convive com ele O Bausa todos os dias fizessem a oração do Salmo 23 e 91 o Salmo 23 É pela Cura e tem que ter fé pois prá Deus tudo é possível
Muito triste que Deus de força aos familiares e amigos
Que Deus conforte e de sabedoria pra família lidar com esse drama...forca BAUZA.
Que a família consiga carregar essa cruz com amor e sabedoria.
Minhas homenagens e orações a Paton Bauza.