Do dia para a noite, a vida de Edgar mudou. Era 2006 quando um potencial goleador despontava do Joinville para defender o São Paulo, recém-campeão mundial. Tal mudança impressionou um jovem de 19 anos, que, agora aos 35, recorda-se dos tempos de Tricolor com uma ponta de frustração.
– Fui convocado para a Seleção e ganhamos o Sul-Americano sub-20. O Joinville precisava me vender e apareceu a proposta de Portugal. Queria ficar, pois a ideia era de que ganharia chance no começo do Paulistão (de 2007). Seria legal, mas o destino quis de outro jeito – lamentou o jogador, que estava no elenco campeão brasileiro em 2006.
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Hoje consolidado como um ídolo do futebol sul-coreano, palco do amistoso desta quinta-feira da seleção brasileira contra a Coreia do Sul, Edgar sofreu o impacto de mudança de patamar no começo de carreira logo nos primeiros minutos de São Paulo.
O ex-meia Souza, hoje comentarista, foi quem transportou o então jovem centroavante para a nova realidade.
– Tinha um celular velhinho, daquele "tijolão". Cheguei no CT e o Souza me falou: “Ô, juvenil, você é o Edgol lá, mas aqui tem que ir devagar. E não pode com esse telefone, pois você é jogador do São Paulo”. No outro dia, ele me arrumou outro telefone e disse que "no mínimo era aquele". Passei a usar o celular que me deram – recordou-se Edgar, em conversa com o ge.
– Uma semana antes, eu estava na Série C; na seguinte, no São Paulo. Brincava com os amigos do Joinville que, uma semana, víamos o São Paulo na TV; na seguinte, eles me viam com o São Paulo. Tentei fazer sempre o melhor, mas foi uma mudança muito difícil, tinha apenas 19 anos – acrescentou.
A passagem de Edgar pelo São Paulo foi curta. Contratado em setembro de 2006, no último dia de janela de transferências daquela temporada, o então jovem jogador estreou uma semana depois, no empate sem gols com o Athletico, em Curitiba.
No total foram apenas três jogos com a camisa do Tricolor.
O tempo de campo curto, porém, contrasta com a experiência vivida nos meses de Morumbi. Sob o comando de Muricy Ramalho, alguém que “pegava no pé dos mais jovens”, Edgar afirma que ganhou projeção e mercado para direcionar a carreira internacional.
As lembranças do dia a dia, porém, ainda surgem como o grande destaque da passagem pelo São Paulo.
– Era um grupo de trabalhar muito, mas com horas de diversão, grupo sempre estava junto se divertindo. Aloisio Chulapa era um cara de coração enorme, por exemplo, sempre ajudava todos. Ele sempre falava: “Muricy, vou sair, deixa o juvenil entrar para ganhar um dinheirinho”. Ele pedia para a gente jogar (risos) – relembrou.
Tema de K-pop da torcida na Coreia
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Edgar está sem clube desde que rompeu o contrato como Daegu, equipe que defendeu desde 2018 e na qual se tornou ídolo. Com uma grave lesão no tendão de Aquiles esquerdo, que trouxe a necessidade de cirurgia, o jogador rescindiu, mas sustentando o diálogo para retornar ao país.
Nos planos, o centroavante de 35 anos quer permanecer no país em que Tite e companhia jogam nesta quinta-feira. Lá na Coreia do Sul, Edgar se sente em casa e adaptado, ainda mais pelo tratamento que o torna uma espécie de ícone pop do futebol local.
– Minha filha de 11 anos fica o dia inteiro dançando k-pop. Em uma das primeiras entrevistas que dei, mencionei que minha filha gostava de um grupo chamado Black Pink. No outro jogo, quando fiz o gol, a torcida começou a cantar uma música com o meu nome no meio, falando “Edgar Silva, Edgar Silva” – disse.
O tratamento de ídolo aproximou a família de Edgar da cultura sul-coreana. Além do k-pop, um estilo que também ganhou terreno entre brasileiros, o dia a dia do outro lado do mundo nos últimos quatro anos convenceram o atleta de que a permanência ali é o melhor caminho.
– É uma vida totalmente diferente da nossa. Para viver bem, você tem que ser o mais coreano possível. Por exemplo, íamos no começo no mercado para fazer a “compra do mês”. Aqui eles compram de pouco em pouco, porque trabalham o dia a dia. Foi difícil, mas hoje amam a Coreia – comentou Edgar, que prevê uma torcida ferrenha contra a seleção nesta quinta.
– Gostam muito do Brasil, falam toda hora de Neymar, Ronaldinho. Respeitam muito o futebol brasileiro. Hoje eles têm o Son muito em alta, é o cara da seleção. Vai ser um ambiente acolhedor, mas o Brasil não vai se sentir tão em casa, porque são bem patriotas por aqui (risos) – encerrou.
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Se estiver apoiando o são paulo chega mais longe ??
Tem horas q vejo comentários e vejo q o sao paulo tem história para de criticar o técnico e vamos apoiar mal nosso tricolor ja esta a muito tempo guando ve alguma mudança temos q apoiar o clube nao tem dinheiro a ta difícil para tods se o sao paulo se classificar para libertadores e ficando até em quarto lugar no brasileiro e tentar vencer a sul americana ta bom ano que vem da para sonhar mais alto então abra o olho e fecha a boca so fala quando for para apoiar dias melhores virão
lembro bem dele mas na época o sp tinha um técnico de verdade Muricy ramalho isso sim era técnico com ele jogava só os melhores diferente do aprendiz que hj é técnico do sp