A formação da Libra - uma liga dos principais clubes brasileiros - está longe de um consenso. Uma reunião entre mais de 20 clubes na tarde de hoje (6) levantou vários pontos que segundo eles "precisam ser discutidos" e uma certeza: sem o acerto entre os clubes não vai haver reunião de todos com a CBF. Ednaldo Rodrigues, novo presidente da entidade, havia sinalizado na manhã de hoje que vê com bons olhos a criação da liga.
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A reunião contou com a presença de representantes de clubes da série A e B do Brasileiro. Começou às 15h e durou mais de duas horas. O principal incômodo é que a Libra foi lançada por um grupo pequeno de clubes sem um diálogo necessário. Segundo um dirigente ouvido pelo Lei em Campo, "a Libra nasce sem a esteira necessária da democracia".
Da conversa, algumas decisões importantes:
• os clubes entendem que a divisão de igualitária de 40% entre todos os clubes das receitas é injusta e fere o equilíbrio esportivo, indo na contramão das principais ligas do mundo;
• os clubes querem rever o peso dos votos dos clubes estabelecido pelo Estatuto que está em análise (clubes da série A com peso 2 e B com peso 1);
• os clubes não irão participar da reunião marcada para a semana que vem na sede da CBF enquanto não houver uma conversa entre todos os clubes e um acerto entre eles de uma proposta coletiva;
Os dirigentes também criticaram muito a forma com que a Libra foi anunciada e alguns deles chegaram a chamar o grupo que liderou o movimento de "Clube dos Seis", conforme foi dito para a reportagem do Lei em Campo.
Na manhã de terça-feira (3), oito clubes assinaram um documento para a criação da Libra, uma liga independente para organizar o Campeonato Brasileiro: Bragantino, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo, Ponte Preta e Cruzeiro.
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