Imagem: Rubens Chiri/Saopaulofc
A lesão de Gabriel Sara é um baque não apenas esportivo para o São Paulo, mas também financeiro. Um dos principais jogadores da temporada passada, o camisa 21 é visto como um ativo valioso e era esperado que recebesse propostas do exterior na janela que se abrirá no meio do ano.
A longa ausência prevista após a cirurgia que será feita hoje (1º) para reparar o ligamento do tornozelo direito deve dificultar os planos do São Paulo. Apesar de o clube não estipular prazo de recuperação, a tendência é que Sara fique até quatro meses longe dos gramados, o que faz com que uma proposta de venda seja mais difícil de acontecer.
A situação é parecida com a vivida por Luan no ano passado. O volante foi um dos heróis da conquista do Paulistão e chegou a despertar interesse do Porto (POR), que planejava apresentar uma proposta na última janela de janeiro. Em outubro de 2021, contudo, o camisa 8 sofreu uma rara lesão muscular na coxa esquerda que o deixou afastado dos gramados por cinco meses.
Luan ainda tenta recuperar a forma física ideal e viu seu espaço no time titular diminuir com a consolidação de Pablo Maia. Recentemente, o volante contratou um personal trainer para tentar voltar ao status que tinha antes.
A importância dos dois para as finanças do São Paulo foi dita abertamente no balanço financeiro de 2021 do São Paulo, divulgado na última quinta-feira (28). No documento, que apresentou o aumento da dívida do clube, a diretoria listou os jogadores que considerou ter conseguido uma expressiva valorização - a base de cálculo sobre os valores não foi explanada pelo São Paulo.
"Os jogadores do elenco formados nas categorias de base tiveram uma expressiva valorização. O clube investiu em revelações como Gabriel Sara, Rodrigo Nestor, Igor Gomes e Luan, que tiveram contratos renovados com patamares semelhantes e se transformaram em ativos significativos", escreveu o clube.
A renovação do contrato de Gabriel Sara foi feita em outubro do ano passado. Assim como Rodrigo Nestor, seu novo contrato com o São Paulo termina em 2024. Já o de Luan foi renovado até o fim de 2023, enquanto Igor Gomes, que tem vínculo até março do ano que vem, ainda conversa com a diretoria sobre a extensão do acordo.
Vender jogadores na próxima janela de transferências é uma necessidade do São Paulo, que vive grave crise financeira. No orçamento de 2022, aprovado pelo conselho deliberativo, o clube previu uma receita de R$ 398,6 milhões com o futebol no ano, sendo que 35% disso, ou R$ 142 milhões, provenientes de negociação de atletas. Até o momento, o Tricolor não vendeu ninguém.
Em entrevista ao "ge" no meio de março deste ano, o presidente Julio Casares disse ter recusado propostas feitas a Rodrigo Nestor e Gabriel Sara no ano passado. De acordo com o mandatário, essa decisão fez com que o clube não apresentasse um superávit no balanço de 2021. O São Paulo fechou o ano com um déficit de R$ 106 milhões.
"Já estava no planejamento - com todas as dificuldades do cenário econômico, de transação de atletas - um resultado ainda deficitário. Mas nós preferíamos manter um time, um legado esportivo, com maior valorização dos nossos jovens. (...) O déficit que será apresentado, embora seja um déficit menor que o anterior, poderia ser resolvido com um pequeno superávit se nós tivéssemos vendidos dois atletas. Nós tínhamos condições de vendê-los, mas aí o São Paulo teria um grande prejuízo esportivo", justificou.
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Nunca vende ninguém vai acabar sem dinheiro e sem jogador.
Fizeram cú doce no começo do ano para vender...
Essas aberrações de Cotia apareceu proposta VENDE, lombrigomes é outro
Estas bijouterias de Cotia não será tão fácil descartar principalmente o Igor Gomes..