A comemoração do presidente do São Paulo, Julio Casares, na semana passada sobre a recuperação de Walce criou uma expectativa de que o zagueiro poderia estar, enfim, próximo de seu retorno aos gramados. Sem atuar por mais de dois anos por causa de três operações no joelho, a cria da base de Cotia tem evoluído bem, mas sua volta ainda é tratada com cautela no CT da Barra Funda.
Tal paciência também mencionada por Rogério Ceni, depois da vitória do São Paulo contra o Everton, na Copa Sul-Americana. "O Walce, desde que cheguei aqui, passo todos os dias na fisioterapia e o cumprimento todos os dias. Sei do potencial e da gravidade da lesão que ele sofreu. Não há um tempo previsto para a volta. É uma situação de muito cuidado, muita calma. Não há uma previsão exata. Ele pode evoluir ou estacionar um pouquinho, mas não pode ter pressa."
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Walce já está em um estágio avançado ao da vez em que os exames mostraram a necessidade de uma nova cirurgia. Clinicamente, ele é considerado recuperado e foi liberado pelo departamento médico são-paulino há quase um mês. A avaliação de quem está no dia a dia do São Paulo é de que o zagueiro demonstra uma condição física superior à da última vez, quando precisou voltar ao estágio inicial. Sua dedicação e a crença de que voltará aos gramados são elogiadas internamente.
O trabalho atual é para que ele recupere a condição física necessária para que possa disputar uma partida de futebol. O processo é considerado normal para um atleta que não entra em campo há tanto tempo. Walce tem trabalhado com os demais jogadores do elenco, mas ainda não faz atividades de contato físico. O zagueiro ainda faz alguns complementos individuais para acelerar o processo de recuperação.
Em entrevista ao UOL Esporte no ano passado, Walce relatou o drama sofrido durante a recuperação de uma das cirurgias. O zagueiro afirmou sonhar com o dia em que poderá voltar a disputar uma partida de futebol. Nem ele nem o São Paulo estipulam prazo para o retorno.
"Eu mentalizo estar dentro do Morumbi cheio, com a casa lotada e a torcida me apoiando. E eu entro em campo nem que seja por dois minutos para poder voltar a sentir esse momento. Isso para mim já vai ser um divisor de águas", disse.
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