Como já dito por Rogério Ceni mais de uma vez, o torneio nacional é a prioridade do momento, o que faz com que uma equipe alternativa tenha chances na competição continental. Apesar das evidências, a escalação ainda é uma incógnita. Desde que implementou o rodízio de jogadores, o treinador tem segurado ao máximo a decisão sobre quem começará jogando. Além de estimular a competitividade entre os atletas, a medida também tem como objetivo dificultar o vazamento do time titular.
"Tento manter todos motivados, tento deixá-los na expectativa de jogar, ou seja, se dedicam até o último treino para saber, porque o último treino define muito quem entra em campo. Então, é uma metodologia que a gente adotou para esse ano, porque também tem os prédios a volta que filmam tudo que você faz. Então, a gente tenta mesclar, fazer a mesma função para dois jogadores e para que não seja tão fácil para o adversário saber a maneira que nós jogaremos", disse Ceni, depois do jogo contra o Manaus, pela Copa do Brasil.
Durante os treinos, Ceni costuma mesclar os jogadores reservas e titulares nas atividades de campo reduzido. Assim, o lateral titular enfrenta o ponta titular, o zagueiro contra o atacante. É uma maneira de deixar os embates mais acirrados e, mais uma vez, dificultar a leitura sobre quem começará jogando. As mudanças e indefinições deixam quem enfrentará o São Paulo atento a todas as possibilidades. Em entrevista coletiva ontem (13), Francisco Meneghini, técnico do Everton (CHI), se mostrou ciente das constantes trocas no time titular tricolor e citou a necessidade de quebrar a cabeça para todos os cenários no Morumbi.
"Analisamos as duas possibilidades e elas têm como ponto em comum jogadores muito bons, laterais que vão bem ao ataque, como é característica do futebol brasileiro, e acumulam muita gente por dentro. O São Paulo não tem tantos jogadores pelas pontas, são os laterais que ocupam essa posição. Independentemente de quem jogue, sabemos que o adversário será duro. Vamos preparados para os cenários e os sistemas mais distintos. O que temos claro para amanhã é que não basta neutralizá-los, temos que aproveitar os bons momentos que teremos na partida", disse. Desde o início da temporada, Rogério Ceni utilizou 31 jogadores do elenco são-paulino, sendo três goleiros. O treinador considera o plantel tricolor homogêneo, o que facilita as trocas de peças sem uma queda brusca de qualidade no time titular.
Mesmo com uma equipe alternativa, o São Paulo encara o Everton nesta noite com a expectativa de abrir vantagem na disputa pela classificação para o mata-mata. Uma vitória leva o Tricolor aos seis pontos em duas rodadas. Pelo regulamento da Copa Sul-Americana, apenas o primeiro colocado de cada chave avança para a próxima fase.
FICHA TÉCNICA: SÃO PAULO x EVERTON (CHI)
Competição: Copa Sul-Americana - 2ª rodada do Grupo D
Data e hora: 14 de abril de 2022, às 19h15 (de Brasília)
Local: Estádio do Morumbi (SP)
Árbitro: Pablo Echavarria (ARG)
Assistentes: Ezequiel Brailovsky (ARG) e Sebastian Raineri (ARG) Quarto árbitro: Patricio Loustau (ARG)
SÃO PAULO: Volpi (Jandrei); Moreira (Igor Vinícius), Arboleda, Miranda, Reinaldo; Luan, Andrés Colorado, Patrick; Marquinhos, Rigoni e Luciano. Técnico: Rogério Ceni
EVERTON: Fernando de Paul; Campos, Riquelme, Barroso e Ibacache; Echeverría, Moya, Valenzuela; Cuevas, Sosa e Di Yorio. Técnico: Francisco Meneghini

Pensso q sse planejamento tá correto em formar e por esse time alternativo pra jogar pra ver se aproveita alguém na montagem de um time titular !