Porém, segundo reportagem do UOL Esporte publicada na semana passada, há relatos de atletas sobre dificuldades para obter informações a respeito de um plano de pagamento de direitos de imagem atrasados e explicações, enquanto o clube se mantinha ativo no mercado da bola. Carlos Belmonte, diretor de futebol, chegou a admitir em entrevista ao "ge", publicada em 24 de fevereiro, que fez uma consulta sobre a situação de David Neres.
"A gente fica na expectativa do mercado. Hoje mesmo, tem esses jogadores que estão na Ucrânia e provavelmente não vão ficar lá. A gente conversou com o David Neres. Uma consulta para entender esse momento. A coisa ainda está muito crua, a informação é de uma venda. Se tiver intenção de que o Neres saia por uma temporada pagando parte do salário, a gente pode conversar", afirmou o dirigente na ocasião.
No entanto, nesta quarta (9), também ao "ge", Belmonte disse que o "posicionamento hoje é esse: não vamos fazer propostas a ninguém. Qualquer recurso que entrar, tenho como prioridade esse passivo que está aqui desde 2020". A diretoria nega que o posicionamento público tenha sido com objetivo de demonstrar aos atletas que a direção está comprometida com a quitação do débito. Fonte ouvida pela coluna diz que a decisão de descartar publicamente a contratação de de atletas que estavam na Ucrânia e de outros não faz parte de uma estratégia para blindar o elenco em relação à dívida. Não seria uma ação motivada por eventual pressão do elenco.
O argumento é de que a decisão de não contratar é da diretoria, sem influência externa, com a intenção de encerrar a pendência o mais rapidamente possível. Por determinação da Fifa, os contratos dos jogadores estrangeiros com agremiações ucranianas estão suspensos até 30 de junho. Eles podem assinar contratos que funcionariam como empréstimos gratuitos até lá.
