É normal ver a equipe de Ceni fazer um bom primeiro tempo e cair bruscamente na segunda etapa. Recentemente, isso aconteceu nos embates contra Campinense (0 a 0) e Água Santa (2 a 1). O oposto, crescer na etapa final após primeiros 45 minutos ruins, também já ocorreu, como na derrota para o Bragantino por 4 a 3.
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O técnico Rogério Ceni reconhece a dificuldade do São Paulo em se manter constante ao longo dos 90 minutos e, após a vitória contra o Água Santa, elencou alguns motivos para isso acontecer.
"O cansaço é um fator preponderante para a queda de rendimento e as equipes que se fecham muito tiram sua velocidade de jogo. Nós, por natureza, não somos um time veloz e sim de construção. Nós temos que construir jogo e às vezes o espaço, o gramado quando não é um Morumbi, Vila Belmiro… A gente sofre um pouco mais. Temos que melhorar nossos segundo tempos de uma forma geral. Em quase todos os jogos nós jogamos melhor a primeira parte", disse Ceni.
A reta final de Campeonato Paulista será um bom teste para o São Paulo. A equipe enfrentará, em sequência, Corinthians e Palmeiras. Ambos os clássicos serão no Morumbi e deverão contar com forte presença da torcida tricolor.
A última derrota do São Paulo foi para o Bragantino, no dia 3 de fevereiro. Se o desempenho ainda não é totalmente convincente, os resultados dão tempo e respaldo para Ceni trabalhar melhor o grupo e corrigir erros.
São Paulo, Ceni, ritmo, 90 minutos
