Titular pela primeira vez com Ceni no domingo, Eder foi capitão e atuou por 83 minutos na partida em Campinas, que terminou com vitória são-paulina por 2 a 1. A oportunidade veio após o atacante ser decisivo com uma assistência no 1 a 0 sobre o Santo André, no primeiro resultado positivo do time na temporada.
Para recuperar espaço e ganhar a responsabilidade de liderar o time em campo diante da Ponte, Eder passou por um processo de quase saída do Morumbi. No fim do ano passado, após o Brasileirão, o jogador de 35 anos chegou a ser procurado pela diretoria para deixar o clube em 2022.
Diante do salário alto e ano instável do atacante, a diretoria sinalizou a Eder que gostaria de romper amigavelmente o contrato. Porém, ainda nas férias, o jogador manifestou a vontade de permanecer no São Paulo e responder a um 2021 ruim em campo.
Essa vontade de Eder só cresceu conforme o mercado de transferências esquentou. O atacante recebeu sondagens de clubes chineses, italianos e do Oriente Médio. Todos os contatos acabaram refutados pelo atleta, hoje uma opção para Rogério Ceni.
Eder chegou a rejeitar a possibilidade de trabalhar com novamente com o técnico Cosmin Olariou, que o comandou na China e atualmente trabalha nos Emirados Árabes. O foco é corresponder com a camisa do Tricolor e ser influente dentro de campo.
Fora, a influência ficou evidente com a faixa de capitão cedida por Rogério Ceni. Eder é um dos atletas mais experientes do elenco e tem relação próxima com Miranda, outro dos líderes do elenco e com quem atuou junto também no futebol chinês.
Depois da primeira chance como titular desde o empate contra a Chapecoense, em outubro, ainda sob comando de Hernán Crespo, a missão de Eder é ganhar sequência, sem sofrer com problemas físicos, como no ano passado.
A primeira oportunidade de acumular ainda mais moral dentro do São Paulo está marcada para esta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), diante da Inter de Limeira, no Morumbi, pelo Paulistão. Eder é candidato a seguir no time titular tricolor para o duelo.
