Com emoção, São Paulo vira no fim contra a Ponte e deixa a zona de rebaixamento

Fonte UOL Esporte
Os últimos minutos têm sido determinantes para o São Paulo na busca por uma fase melhor neste início de temporada. Depois de conseguir a vitória sobre o Santo André nos acréscimos, agora foi a vez de a virada sobre a Ponte Preta vir no apagar das luzes. Em um vacilo da defesa dos donos da casa, Calleri apareceu para garantir a vitória por 2 a 1.

A vida são-paulina foi sofrida durante toda a partida. Em mais um jogo com problemas de criação, a equipe de Rogério Ceni saiu atrás após um vacilo da zaga que resultou em pênalti de Jandrei em Lucca. Na cobrança, o atacante abriu o placar.
No abafa, o São Paulo conseguiu o empate no final com o Gabriel Sara. Nos acréscimos, Calleri deu a segunda vitória consecutiva para o time do Morumbi, algo que não acontecia há seis meses.
O São Paulo volta a campo na próxima quinta-feira (17), quando enfrentará a Inter de Limeira no Morumbi, às 21h30 (de Brasília). Um dia antes, a Ponte Preta faz mais um jogo no Moisés Lucarelli, dessa vez contra o Botafogo-SP, às 19h (de Brasília).
Quem foi bem: Gabriel Sara
A atuação do jovem meia foi fundamental para a virada do São Paulo. Ao ser colocado no lado esquerdo, Sara passou a incomodar a defesa da Ponte Preta e foi premiado ao buscar o empate para o São Paulo.
Quem foi mal: Diego Costa
Escalado mais uma vez como titular, o jovem zagueiro apresentou muitos problemas na saída de bola. Um passe curto dele resultou na pressão ponte-pretana que originou o gol. Naquele lance, mais um problema: Diego Costa demorou para voltar para a área e deixou dois jogadores adversários livres, permitindo que Lucca tentasse driblar Jandrei e sofresse o pênalti.
Ceni faz mais mudanças e dá primeira chance a Éder
Rogério Ceni manteve a postura de mudar as escalações de uma partida para a outra. Diante da Ponte Preta, quatro jogadores que atuaram contra o Santo André foram para o banco: Rafinha, Léo, Igor Gomes e Jonathan Calleri. Em seus lugares entraram Igor Vinícius, Reinaldo, Gabriel Neves e Éder, respectivamente.
O veterano atacante foi justamente o destaque da escalação. Depois de perder espaço com Crespo, Éder atuou apenas 46 minutos (sem contar acréscimos) desde que foi titular pela última vez, contra a Chapecoense, em 3 de outubro, ainda sob o comando do argentino. Com Ceni, ele ainda não tinha tido chance no time titular.
Contra a Ponte Preta, Éder não apenas começou jogando, como recebeu a braçadeira de capitão. Com a bola rolando, contudo, pouco conseguiu fazer no primeiro tempo. O camisa 23 saiu diversas vezes da área para dar opção, mas os constantes cruzamentos do São Paulo dificultavam seu trabalho.
São Paulo fica com a bola, mas Ponte é fatal na pressão
O São Paulo foi o dono da bola durante o primeiro tempo. A equipe de Rogério Ceni foi para o vestiário com 75% de posse. O número, contudo, não se traduziu em uma pressão ao time da Ponte Preta. O time tricolor abusava das tentativas pelas laterais e buscava os cruzamentos, quase sempre facilmente afastados pela equipe campineira. Foram 17 bolas na área nos primeiros 45 minutos, com apenas duas achando um atleta são-paulino.
Do outro lado, a Ponte Preta usava da velocidade para tentar surpreender o São Paulo. A lenta saída de bola tricolor era rapidamente pressionada por Lucca e Pedro Júnior. E foi assim que os donos da casa abriram o placar.
Diego Costa deu um passe muito curto no meio de campo e obrigou Arboleda a correr para corrigir o problema. O lance fez com que a dupla de ataque ponte-pretana subisse para pressionar os zagueiros são-paulinos. Sem espaço, Arboleda acabou mandando a bola para a lateral.
A cobrança rápida da Ponte Preta pegou o São Paulo de surpresa. Diego Costa não voltou para a área e deixou dois rivais livres dentro da área. Quando a bola chegou, Lucca teve apenas o trabalho de tentar o drible em Jandrei e ser derrubado dentro da área. Na cobrança, ele mesmo balançou as redes para a Ponte Preta.
São Paulo muda o esquema com três substituições de uma vez
O São Paulo voltou melhor para o segundo tempo, com a Ponte Preta se fechando ainda mais e abrindo mão da pressão alta que tanto incomodou o rival na primeira etapa. Ainda assim, o time de Rogério Ceni pouco conseguia incomodar Ygor Vinhas. A melhor chance no primeiro terço da etapa final saiu dos pés de Éder, que arriscou de fora da área e viu a bola passar rente à trave ponte-pretana.
Quando o relógio marcou 15 minutos da segunda etapa, Rogério Ceni decidiu alterar muita coisa. Foram três substituições: Pablo Maia no lugar de Gabriel Neves, Nikão na vaga de Rodrigo Nestor e Calleri no lugar de Rigoni.
As trocas mudaram também o esquema tático do São Paulo. Inicialmente escalado em um 4-3-3, o time tricolor passou a jogar em um 4-2-4, com apenas Pablo Maia e Gabriel Sara no meio. No ataque, Nikão ficava pela direita, com Alisson na esquerda e Éder e Calleri mais à frente. Jogador de maior mobilidade, Éder passou a atuar, muitas vezes, atrás de Calleri, como se fosse um segundo atacante.
Kleina responde com mudanças na Ponte Preta
Ao mesmo tempo em que Ceni fez três trocas no São Paulo, Gilson Kleina também mexeu na Ponte Preta. Pedro Júnior saiu para a entrada de Ribamar, um centroavante com característica de maior presença dentro da área.
Ribamar requeria atenção do sistema defensivo do São Paulo e impediu, por exemplo, que Rogério Ceni cogitasse tirar um jogador de defesa para reforçar seu ataque. Em uma nova saída errada do São Paulo, o atacante disparou em contra-ataque, mas se atrapalhou ao tentar driblar a marcação.
São Paulo busca a virada na pressão
As mudanças já haviam melhorado o São Paulo, mas foi uma nova troca que encaixou o time de vez. Igor Gomes entrou no lugar de Alisson, o que permitiu que Gabriel Sara passasse a jogar aberto pela esquerda.
Com liberdade, o jovem meia dava opções ao São Paulo pela esquerda e incomodava a defesa ponte-pretana. E foi assim que o gol de empate veio. Aos 41 minutos, Marquinhos, que entrara pouco tempo antes, cruzou na medida para Sara cabecear. Ygor Vinhas se esticou todo, mas não conseguiu evitar o gol.
O resultado parecia definido nos acréscimos. Mas aí veio um vacilo incrível da defesa da Ponte Preta. Depois de um chutão de Jandrei, Moisés Ribeiro tentou tocar dentro da área ponte-pretana e Calleri apareceu para chutar para o gol de Ygor Vinhas, garantindo a vitória para o São Paulo.
Jandrei assume a liderança na briga pela titularidade
A partida de hoje serviu para mostrar que Jandrei está à frente de Tiago Volpi na briga para ser titular do gol do São Paulo. Depois de quatro jogos com os dois revezando, o camisa 93, que havia começado o jogo contra o Santo André, foi mantido para a partida contra a Ponte Preta.

No primeiro tempo, praticamente não foi exigido. No único chute que foi em seu gol, no pênalti cobrado por Lucca, Jandrei não conseguiu evitar que a bola entrasse. Foi a primeira penalidade no tempo normal que o São Paulo leva o gol desde dezembro de 2019, quando Luciano converteu para o Grêmio. Desde então, foram oito batidas perdidas pelos adversários.
São Paulo, Virada, Ponte Preta, Paulistão, SPFC
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Comentários

manoel alves
0 0
14/02/2022 01:11:06

Ta sendo dificil esses jogos contra time pequeno,pq o sao paulo não vai pra cima dos adversários quando estao no ataque,e pela pressão que o time ta tendo, erram muitos passes no ataque,pra fazerem uma jogada pra gol,e esses times pequenos do interior,so ficam jogando na defesa,contra o São Paulo, na esperança de uma única bola pra matarem o jogo,ai ficam todo o jogo, com 9 ou 10 jogadores todos na defesa,ruim de assistir esses times pequeno hoje em dia, jogar contra time grande,mas tenho fé que o São Paulo vai melhorar durante o campeonato,e vamos ser campeão

adriano nunes
2 0
13/02/2022 22:34:43

RC é o unico tecnico que peita vagabundos do Morumbi e CT, a troca de tecnico só interessa a esses vagabundos e empresarios interessados na bagunca pq lucram com isso, para SPFC voltar a ter melhorias na estrutura e longo prazo conquistas e não quedas, mantemos sim o RC

wilson carlos
1 3
13/02/2022 21:45:38

Como vc vai defender um asno como técnico q insiste com Igor zVinicius, Diego, deixa Nikão, Caleri, Marquinhos no banco e pra ***** com o Pequi de Goiás ressuscita o morto Eder e com a braçadeira de capitãp. Não é um Pardal, Asno mesmo ?

murphy
prata
5 0
13/02/2022 21:16:31

Eu não sou favorável de demitir o Rogério Cenni, pois o São Paulo está quebrado, sem grana. Eu acredito que seja melhor manter o Rogério e dar tranquilidade e retaguarda para ele trabalhar. Eu acredito que quando o elenco todo estiver disponível e o São Paulo contratar mais 3 peças. O elenco vai render e jogar melhor. A torcida não pode se iludir achando que o rogério vai fazer mágica. O elenco é nota 6. O clube não dinheiro para contratar jogadores nota 8 e 9. Para sermos campeões precisaríamos de pelo menos uns 8 jogadores no elenco com nível 8 e 9. Soteldo e Fernando Sobral são jogadores nota 8.

francisco donizete
5 12
13/02/2022 20:58:37

Apesar da vitória nao acho que rc deva continuar no sp

paulo oliveira
16 2
13/02/2022 20:54:03

Eu também concordo com essas escalações do RC que não agrada, porém, precisa testar oque tem, e pra isso tem que ser no jogo, em treino é outra coisa, infelizmente é isso ai e faca na caveira

wilson monteiro mw
4 15
13/02/2022 20:51:33

vai ter gente que vai se iludir com essa vitória e vai continuar exaltando rc mas novamente o time sofreu pra ganhar de outro time mediano essas escalações erradas do rc e o time jogando do jeito que está vai sofrer nos clássicos e contra times fortes e difícil classificar pras finais brasileiro vem ai ou a diretoria acorda ou paga o preco do risco alto do rebaixamento

paulo oliveira
6 1
13/02/2022 20:51:29

Precisa encontra um zaga mais sólida logo, o Pablo maia é bom jogador e ajudou e muito na marcação, precisa parar com somente cruzamento e arriscar mais chutes de fora da área

6 10
13/02/2022 20:48:59

Melhor tirar logo o RC antes que afunda o time mais ainda, imagina esse time na copa do Brasil vamos sair rapidinho, vixi e no brasileiro então k.

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