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No comando do Tricolor há quase seis meses, Crespo ostenta um aproveitamento e tanto em jogos eliminatórios: são 11 classificações consecutivas, seis delas pelo São Paulo. A última vez que um time seu caiu em mata-mata foi em abril de 2019, pelo Banfield, na 1ª rodada da Superliga Argentina.
De lá para cá, o ex-atacante levou o Defensa y Justicia ao inédito título da Copa Sul-Americana de 2020, tirou o São Paulo da fila com a conquista do Campeonato Paulista e fez o clube passar também pelas oitavas da Libertadores e em duas fases da Copa do Brasil.
Uma nova classificação nesta noite, seja no tempo normal ou nos pênaltis, daria a Crespo outra marca importante em sua passagem pelo Morumbi: desde 1970, quando o clube quebrou o seu maior jejum de títulos (13 anos), só três técnicos conseguiram ao menos sete classificações seguidas em mata-mata.
O primeiro da lista é Telê Santana. Comandante do grande time dos anos 1990, Telê alcançou o feito em duas oportunidades: venceu oito eliminatórias consecutivas entre 1991 e 1992, garantindo os títulos paulista, brasileiro e da Libertadores, para depois bater o próprio recorde, com dez triunfos entre 1993 e 1994.
Além do Mestre Telê, só dois fizeram algo parecido: Levir Culpi, em 2000, e Ney Franco, entre 2012 e 2013, ambos empatados com sete classificações enfileiradas. Este é o grupo do qual Crespo pretende ser parte ao fim do confronto com o Palmeiras, no Allianz Parque (veja abaixo todos os confrontos vencidos pelos treinadores).
Para sair da casa alviverde classificado, o São Paulo precisa vencer por qualquer placar ou empatar, desde que marque ao menos dois gols. Caso o 1 a 1 se repita, a decisão irá para os pênaltis.
O Tricolor tem bom retrospecto recente na casa do Palmeiras, onde passou mais de cinco anos sem vencer. São duas vitórias e um empate nos últimos três confrontos, além de uma classificação nos pênaltis em 2019, pela semifinal do Paulista.
Em Libertadores, a vantagem também é são-paulina, que tirou o rival dos torneios de 1974, 1994, 2005 e 2006. Se o time atual aumentar essa estatística, Crespo terá sua parcela de responsabilidade.
Veja as sequências de cada treinador citado na reportagem:
TELÊ SANTANA (1993/94)
1 - Final da Recopa Sul-Americana (Cruzeiro)
2 - 1ª fase da Supercopa (Independiente)
3 - Quartas da Supercopa (Grêmio)
4 - Semifinal da Supercopa (Atlético Nacional)
5 - Final da Supercopa (Flamengo)
6 - Final do Mundial de Clubes (Milan)
7 - Final da Recopa Sul-Americana (Botafogo)
8 - Oitavas da Libertadores (Palmeiras)
9 - Quartas da Libertadores (Unión Española)
10 - Semifinal da Libertadores (Olimpia)
TELÊ SANTANA (1991/92)
1 - Semifinal do Brasileiro (Atlético-MG)
2 - Final do Brasileiro (Bragantino)
3 - Final do Paulista (Corinthians)
4 - Oitavas da Libertadores (Nacional)
5 - Quartas da Libertadores (Criciúma)
6 - Semifinal da Libertadores (Barcelona)
7 - Final da Libertadores (Newell's Old Boys)
8 - 1ª fase da Supercopa (Santos)
LEVIR CULPI (2000)
1 - 1ª fase da Copa do Brasil (Comercial)
2 - 2ª fase da Copa do Brasil (Sinop)
3 - Oitavas da Copa do Brasil (América-RN)
4 - Semifinal do Paulista (Corinthians)
5 - Final do Paulista (Santos)
6 - Quartas da Copa do Brasil (Palmeiras)
7 - Semifinal da Copa do Brasil (Atlético-MG)
NEY FRANCO (2012/13)
1 - 2ª fase da Sul-Americana (Bahia)
2 - Oitavas da Sul-Americana (Liga de Loja)
3 - Quartas da Sul-Americana (Universidad de Chile)
4 - Semifinal da Sul-Americana (Universidad Católica)
5 - Final da Sul-Americana (Tigre)
6 - 1ª fase da Libertadores (Bolívar)
7 - Quartas do Paulista (Penapolense)
HERNÁN CRESPO (2021)
1 - Quartas do Paulista (Ferroviária)
2 - Semifinal do Paulista (Mirassol)
3 - Final do Paulista (Palmeiras)
4 - 3ª fase da Copa do Brasil (4 de Julho)
5 - Oitavas da Libertadores (Racing)
6 - Oitavas da Copa do Brasil (Vasco)
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