Sem dúvida, Raí Souza Vieira de Oliveira é um dos maiores nomes de toda a história do São Paulo. Camisa 10 nos tempos de Telê Santana, o jogador participou de grandes duelos contra o Corinthians. Ele foi o herói dos títulos de 1991 e 1998, quando o Tricolor derrotou o Timão nas finais. E, em conversa com o GLOBOESPORTE.COM, fez questão de relembrar essas conquistas.
Em 1991, o São Paulo vivia um momento complicado. O time vinha de um vice brasileiro em 1990, com direito a derrota para o Corinthians na final. Quando os dois times chegaram na final, havia o temor de que nova derrota estampasse o rótulo de freguês no time do Morumbi. Mas Raí brilhou e, com três gols, o Tricolor venceu por 3 a 0. Depois, foi só cumprir tabela no jogo de volta. Houve empate por 0 a 0, resultado que deu o título ao time do Morumbi. Nesse estadual, Raí ainda foi o goleador do campeonato, com 21 gols. (Veja ao lado os gols da primeira partida).
Raí lembrou que aquela foi uma das melhores partidas de sua carreira.
- Em 1991 fui artilheiro do campeonato, estava muito bem tanto tecnicamente quanto fisicamente. Me sentia em um momento iluminado. Aquele jogo me consagrou defenitivamente no cenário nacional e sobretudo com o torcedor são-paulino. Aquela partida foi fruto de um trabalho de 2 anos, de formação de um grupo.
Passado aquele estadual, São Paulo e Raí ainda conquistaram vários títulos. O sucesso do camisa 10 chamou a atenção do Paris-Saint-Germain (FRA) que, em 1993, o contratou. Após cinco temporadas na França, o meia voltou para o clube do Morumbi. E, sua partida de reestreia foi justamente na decisão do Campeonato Paulista de 1998, novamente contra o Corinthians.
O rival, por ter vencido o primeiro jogo daquela decisão por 2 a 1, tinha a vantagem de poder empatar. Mas Raí, mais uma vez, desequilibrou. Mostrando ótima sintonia com o atacante França, ele ajudou o São Paulo a vencer por 3 a 1, resultado que deu ao Tricolor o seu 19º título estadual. Ele abriu o caminho para a vitória, marcando o primeiro gol de cabeça, após cruzamento da direita. (Assista ao lado os melhores momentos desse jogo).
Campeão mais uma vez, Raí fez questão de dividir o mérito com os companheiros.
- Eu só participei do jogo final. Já era um atleta maduro e soube como encarar está situação atípica. Tive sorte de encontrar uma equipe de jovens de muito talento e com um tipo de jogo que combinava com o meu. Me entrosei muito bem com o França e o Carlos Miguel. E eles precisavam de um figura mais experiente. Foi um casamento perfeito para o momento.
Apesar de ter perdido dois pênaltis em um jogo contra o Corinthians, na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1999, Raí se considera um carrasco do rival.
- Lembro que em 1987, quando ainda jogava pelo Botafogo, marquei três gols em uma partida contra o Corinthians - afirmou o ex-jogador.
Raí acredita que, apesar da vitória corintiana no Pacaembu, o duelo ainda está aberto entre as duas equipes. Ele, no entanto, acha que para ter êxito, o São Paulo terá de mudar a sua maneira de jogar.
- No primeiro jogo, tivemos um Corinthians corajoso e fisico, contra um São Paulo aguerido, mas que só jogou pensando na vantagem do empate. Mas tudo pode acontecer. O São Paulo já provou que sabe reagir em momentos difíceis. Mas vai precisar jogar mais do que o que vem jogando - concluiu.
Carrasco do Timão, Raí lembra das vitórias nas decisões de 1991 e 1998
Meia diz que o São Paulo pode reverter a vantagem corintiana e garantir vaga na final do Paulistão
Fonte Globoeporte
19 de Abril de 2009
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