No São Paulo desde 2005, Bosco sempre transmitiu tranquilidade quando precisou substituir Rogério Ceni. Não teve muitas chances, pois o capitão quase não sofria lesões. Foram 31 jogos e apenas quatro derrotas. Agora a missão é diferente. Afinal, pela primeira vez ele sabe que pode jogar por até seis meses, já que Ceni se recupera de uma fratura no tornozelo esquerdo. Estará nas mãos de Bosco a responsabilidade da Libertadores e do Paulistão . A primeira prova de fogo será neste domingo, contra o Corinthians , no Morumbi. O São Paulo precisa vencer para chegar à final do Estadual. Muricy Ramalho está tranquilo: se o camisa 1 é o goleiro-artilheiro, o dono da 22 é conhecido como "Paredão".
- Ele é falado como goleiro porque é muito bom. E é difícil um goleiro que fica muito tempo sem jogar mostrar o que ele sempre apresentou. Tem confiança, responde sempre que é chamado. E dentro do grupo tem o apelido de Paredão porque é assim mesmo, o nome não é à toa - elogiou o comandante que, lembrado pelo superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha de que Bosco só tinha quatro derrotas como titular, não deixou de brincar com o dirigente - É por isso que você é vereador, gosta de falar (risos).
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Aspas
Ele tem o apelido de Paredão porque é assim mesmo, o nome não é à toa"
Agora é realmente diferente. O Paredão já sabe que, se não passar por nenhum problema, será o titular na Libertadores e nas finais do Paulista, caso o São Paulo se classifique neste domingo. Ele assume a responsabilidade sem medo.
- Claro que é um pouco diferente porque vou jogar o momento mais importante do São Paulo e substituir um ídolo. Não esperava que fosse dessa forma e por tanto tempo, mas são coisas do futebol. Antes eram apenas algumas partidas, agora é um momento especial. Espero dar conta do recado mais uma vez. Tenho a mesma responsabilidade de cada atleta que entrar em campo nesta semifinal - ressaltou o novo titular.
Entrar no lugar de um ídolo é uma missão e tanto, mas o próprio camisa 1 tem confiança de que Bosco é o nome certo para cuidar do gol tricolor. Logo após sofrer a fratura, Ceni foi operado, na última segunda-feira. Ainda do hospital, ligou para a Colômbia só para dar uma força a Bosco, que entrou em campo contra o Independiente, pela Libertadores. O capitão quer agora que as atenções estejam voltadas para o novo dono do gol são-paulino.
- No futebol, a gente tem de ser prático. Ninguém é insubstituível, ainda mais em um clube como o São Paulo. Quis dar esta entrevista antes desta semifinal para dar satisfações ao torcedor, e assim fazer com que depois disso todos se voltem para quem estará em campo, para que o Bosco tenha o seu espaço. Liguei para ele um dia antes do jogo da Colômbia. Ele lamentou o que aconteceu comigo. Espero que as perguntas agora sejam dirigidas a ele porque é um jogador que tem capacidade e experiência, e estou torcendo muito por ele - explicou Ceni.
No gol tricolor, sai Ceni, o goleiro-artilheiro e entra Bosco, o 'Paredão'
Apelido do camisa 22 vem de dentro do grupo. Muricy exalta o novo titular
Fonte Globoesporte
18 de Abril de 2009
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