Muricy afirma ser bom em mata-mata

Treinador são-paulino diz que não é craque apenas nos pontos corridos

Fonte Lance!
Nos pontos corridos, Muricy Ramalho é único. É o único a vencer o Brasileirão neste formato três vezes consecutivas e o único a ser eleito quatro vezes seguidas o melhor técnico do torneio. Agora, o comandante são-paulino quer provar que também é bom na outra fórmula de disputa – o mata-mata!
No currículo, o técnico de 53 anos tem vitórias e derrotas. Entre os principais triunfos, dois estaduais por Náutico e Internacional, uma Copa Conmebol pelo próprio São Paulo, em 1994, e um título chinês pelo modesto Shanghaï Shenhua. Mas o melhor desempenho de Muricy em um mata-mata foi em 2004, quando o São Caetano passou pelo Tricolor, Santos e Paulista, para conquistar seu primeiro e único título na Primeira Divisão do Brasil.
Mas Muricy também colecionou derrotas, como nos dois últimos estaduais à frente do São Paulo e em três Libertadores, sendo que em todas os algozes foram times do país.
– O problema é que no Brasil o cara bom no mata-mata é aquele que vai bem na Libertadores. Só este campeonato serve. Quem fala que eu vou mal em mata-mata é porque não olha o meu currículo, não quer enxergar as minhas vitórias – cobrou.
Na entrevista exclusiva que Muricy concedeu ao LANCE! na última sexta, o técnico falou muito sobre a sua expectativa para o jogo deste domingo.
L!NET: O São Paulo começa hoje um mata-mata. Você tem o desejo de acabar com o rótulo de que você é um técnico dos pontos corridos?
Muricy: Isso é uma coisa que não me incomoda porque é mentira. Quem é mal informado fala que eu não ganho mata-mata. Mas eu ganhei campeonatos assim na China, no São Paulo em 1994, no Inter, Náutico, São Caetano. E se você quer saber, eu acho pontos corridos muito mais difícil de ganhar do que o mata-mata. O Brasileirão, por exemplo, você precisa manter o foco dos jogadores durante sete meses, não pode bobear, não...
L!NET: Mas você está fazendo alguma coisa diferente este ano?
Muricy: No Brasil, o duro não é o rótulo, é a Libertadores. Se você ganhar a Libertadores, você é bom no mata-mata. Se você perde, é ruim. Em 2006, perdemos nosso equilíbrio em dez minutos de jogo contra o Inter, quando o Josué foi expulso e o Mineiro se machucou. Aí perdemos o jogo. Aquilo foi culpa do técnico? Mata-mata é complicado, tem dia que o cara não acorda bem, joga mal, você perde o jogo e pronto, acabou! Mas é claro que isso são coisas que fazem a gente amadurecer e ficar mais bem preparado para os próximos duelos.
L!NET: Você diz que a torcida o motiva. Ela não quer perder do Corinthians de jeito nenhum. Está ciente disso?
Muricy: Por isso que todo mundo quer ganhar clássico. A gente sabe disso e damos sempre um pouco a mais esta semana. Mas eu, como técnico, não posso entrar nesse lado emocional da coisa. Se você não se concentrar, acaba passando insegurança para o seu time. Ganhar do Corinthians é legal? É. Mas antes eu preciso passar para os meus atletas quem é o melhor do time deles, quem bate falta, escanteios, laterais... Essas coisas!
L!NET: Você tem uma ligação muito forte com o São Paulo desde criança. Costuma assistir os clássicos contra o Corinthians no Morumbi?
Muricy: Eu cheguei ao São Paulo, na escolinha, com nove anos e fui ficando. Na minha época, o Morumbi não tinha o anel superior todo fechado. Tinha uma parte que era aberta. Então, eu e meus amigos ficávamos em um morro, do lado de fora, assistindo as partidas. Mas na época a gente assistia qualquer clássico, porque todos eram no Morumbi. E era também mais seguro do que é hoje.
L!NET: E o Muricy Ramalho torcedor festejava como ele festeja um gol do banco? Na quinta você extravasou!
Muricy: Não. Ali onde eu fico a tensão é muito maior, é loucura, porque o técnico é meio que terceirizado. Quando eu era jogador era mais fácil, você pegava a bola e podia decidir. Ali onde eu estou agora tem dia que eu fico só na torcida mesmo. E eu falo para eles que tem dia que é duro torcer para eles (risos). Outros é mais tranquilo, quando a vitória rápido.
L!NET: O Maurício Cardoso, presidente do Náutico, disse uma vez em entrevista ao LANCENET! que seu filho mais novo era corintiano. Como pai teve de fazê-lo mudar de time?
Muricy: (risos) Essa história é mentira. Acontece que o Fabinho, meu caçula, teve uma época rebelde como criança. Então, para contrariar o pai, ele disse que torcia para o Corinthians. Aí eu falei, ‘tudo bem, você torce para quem quiser. Quando eu ganhar uma camisa do Corinthians, vou te dar.’ Mas aquilo não durou muito, porque depois ele começou a torcer para o Náutico, Internacional e agora o São Paulo. Mas ele não gosta muito de futebol. Só vai em jogos da Libertadores pela festa que a torcida faz. Já o Muricy, meu filho do meio, esse acompanha, vai em todos os jogos, faz coleção de camisas... Só não deixo ir nos duelos fora do Morumbi.
L!NET: Você tem uma sintonia boa com a torcida. Você costuma bater a mão no braço após algumas vitórias. Hoje vai ocorrer outra vez?
Muricy: Em todo lugar que vou eu me identifico com a torcida. Acho que é porque eu cumpro os meus contratos. E cria uma ligação forte.
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