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“Ninguém espera o pior, se machucar às vésperas de um campeonato. A frustração foi grande, porque eu estava muito confiante no trabalho que estava sendo feito, na nossa preparação. Estava muito feliz, muito motivado, indo para os treinos sabendo que ia entrar em um Pré-Olímpico, em busca da realização de um sonho, focado no trabalho de formiguinha, que é o dia a dia. Infelizmente, isso aconteceu, não tem como a gente evitar, é do futebol, da vida”, contou Walce em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.
Walce se encontra em recuperação ao lado da sua família em quarentena e vendo recebendo auxílio dos profissionais do clube através de vídeo chamadas. O zagueiro acredita que lesões como essa, acontecem no ramo que está e quer pensar pelo lado positivo.
“Creio que certas coisas acontecem para que a gente tenha consciência de outras, para a gente amadurecer até fora do futebol. Essa lesão, não que ela veio no momento certo, mas é preferível o quanto antes isso acontecer do que acontecer mais para frente. Quando se é mais velho, é mais difícil de se recuperar. Estou tentando levar de uma forma positiva para voltar o melhor possível. Pensamentos negativos estão passando longe”, prosseguiu.
O jovem zagueiro acreditava muito na seleção e nos jogadores que foram para a competição e retornaram com a vaga nas Olímpiadas e se emocionou ao ver que foi homenageado por seus companheiros após conquistar um lugar nos jogos, com sua camiseta sendo levantada pelos atletas.
“Tinha certeza que a gente chegaria longe, que teríamos grandes chances de sermos campeões. O grupo estava muito forte, unido, pensando em um só propósito, que era colocar a Seleção nas Olimpíadas. Tivemos uma afinidade muito grande, isso fez com que na final eu fosse lembrado. Fiquei muito feliz, estava em casa quando vi todos me homenageando. Satisfeito em ver a humildade deles, reconhecendo que estava com eles e que, infelizmente, por uma lesão, não pude participar diretamente”, concluiu.
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