ESPECIAL: A paralisação é uma oportunidade de ajustar o calendário brasileiro ao europeu? - Parte 3: Questões econômicas
Fonte spfc.net
2 de Abril de 2020
A pandemia do coronavírus poderá fazer com que os times do futebol brasileiro tenham a menor arrecadação da última década ou mais. É impossível avaliar todo o estrago financeiro com a parada do futebol porque algumas decisões ainda não foram tomadas, com por exemplo como ficará a questão da verba da TV.
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Motivo: não se sabe se teremos o Brasileiro ou, na melhor das hipóteses, quando ele começará. Atualmente, a emissora divide a cota de TV da seguinte forma: 40% igual para todos os clubes envolvidos, 30% por exibição de jogos na televisão e 30% por posição final no campeonato.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) explica que tal sobrecarga no calendário nacional tem relação com a realidade de cada país. “No Brasil, nós (a CBF) trabalhamos para atender ao pedido dos clubes, que não desejam deixar de disputar nenhuma competição. O número de competições e o bom desempenho dos times leva a um número maior de partidas disputadas.”
Acerca da diferença de títulos conquistados pelos clubes brasileiros (um título cada) e os europeus (pelo menos três cada), a entidade máxima do futebol no Brasil retruca que os calendários não têm influência alguma quanto ao triunfo das equipes: “Envolve equilíbrio técnico e diversos outros fatores. A condição financeira, que inclui câmbio e a situação econômica do país, é um fator que tem relevância absurdamente maior”.
Muitos torcedores brasileiros e amantes do esporte questionam a possibilidade do calendário europeu ser adaptado ao brasileiro. A CBF não descarta essa opção, mas também não garante que está nos planos atuais. “A entidade conversa com clubes, emissoras de TV e patrocinadores durante toda a temporada para preparar o calendário da próxima. Nenhuma hipótese deixa de ser debatida, mas a definição dos detalhes só será apontada em um futuro próximo.”
Com a paralisação dos torneios por conta da pandemia do novo coronavírus, é inevitável que o esporte como um todo perca dinheiro. Sem jogos, campeonatos e eventos, a queda na arrecadação mundial deve chegar a US$ 15 bilhões, cerca de R$ 78,8 milhões, segundo projeção da Sports Value, especialista em marketing e finanças esportivas.
A pesquisa aponta que a perda representa 9% das receitas com esporte profissional no mundo e 2% da industria esportiva global. Bilheteria e receitas fixas, como sócio-torcedor no caso do futebol brasileiro, representam os primeiros cortes, que podem ser agravados com a revisão dos contratos de transmissão.
Recentemente, a TV Globo disse que vai suspender o pagamento dos estaduais aos clubes, o que cogitou os times a conversarem sobre uma possível retomada da competição com portões fechados. Já na Europa, os jogadores vem doando dinheiro para os mais necessitados na ajuda do combate ao coronavírus.
O que você prefere? O calendário brasileiro ou o europeu?
LEIA TAMBÉM: SPFC oficializa férias para os jogadores por causa do coronavírus
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Motivo: não se sabe se teremos o Brasileiro ou, na melhor das hipóteses, quando ele começará. Atualmente, a emissora divide a cota de TV da seguinte forma: 40% igual para todos os clubes envolvidos, 30% por exibição de jogos na televisão e 30% por posição final no campeonato.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) explica que tal sobrecarga no calendário nacional tem relação com a realidade de cada país. “No Brasil, nós (a CBF) trabalhamos para atender ao pedido dos clubes, que não desejam deixar de disputar nenhuma competição. O número de competições e o bom desempenho dos times leva a um número maior de partidas disputadas.”
Acerca da diferença de títulos conquistados pelos clubes brasileiros (um título cada) e os europeus (pelo menos três cada), a entidade máxima do futebol no Brasil retruca que os calendários não têm influência alguma quanto ao triunfo das equipes: “Envolve equilíbrio técnico e diversos outros fatores. A condição financeira, que inclui câmbio e a situação econômica do país, é um fator que tem relevância absurdamente maior”.
Muitos torcedores brasileiros e amantes do esporte questionam a possibilidade do calendário europeu ser adaptado ao brasileiro. A CBF não descarta essa opção, mas também não garante que está nos planos atuais. “A entidade conversa com clubes, emissoras de TV e patrocinadores durante toda a temporada para preparar o calendário da próxima. Nenhuma hipótese deixa de ser debatida, mas a definição dos detalhes só será apontada em um futuro próximo.”
Com a paralisação dos torneios por conta da pandemia do novo coronavírus, é inevitável que o esporte como um todo perca dinheiro. Sem jogos, campeonatos e eventos, a queda na arrecadação mundial deve chegar a US$ 15 bilhões, cerca de R$ 78,8 milhões, segundo projeção da Sports Value, especialista em marketing e finanças esportivas.
A pesquisa aponta que a perda representa 9% das receitas com esporte profissional no mundo e 2% da industria esportiva global. Bilheteria e receitas fixas, como sócio-torcedor no caso do futebol brasileiro, representam os primeiros cortes, que podem ser agravados com a revisão dos contratos de transmissão.
Recentemente, a TV Globo disse que vai suspender o pagamento dos estaduais aos clubes, o que cogitou os times a conversarem sobre uma possível retomada da competição com portões fechados. Já na Europa, os jogadores vem doando dinheiro para os mais necessitados na ajuda do combate ao coronavírus.
O que você prefere? O calendário brasileiro ou o europeu?
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