Por: Igor Souza
Lead, esse é o nome do primeiro parágrafo nos textos jornalísticos, nele temos que responder perguntas essenciais para informar o leitor: Por quê? Como? Quando? Onde? Quem? e o quê? Mas como explicar em apenas um parágrafo um jogo com tanta coisa envolvida - muito além de um resultado simples por 1x0 - o jogo de hoje mostrou que o São Paulo joga com a alma, com o coração. Isso estava fazendo falta nos últimos anos.
Há muito tempo eu ficava com um pé atrás de contar uma vitória antecipada do clube, sempre que a gente pensava que ia... não ia. Era inacreditável. Sal grosso nas escadas que dão acesso ao gramado, sal grosso no banco de reserva, mas nada disso iria adiantar - como não adiantou - se o São Paulo Futebol Clube e o seu grupo de jogadores não deixassem a alma. Hoje a bola entra, até no dia que o Soberano não joga tão bem. Posso dizer uma coisa? A sorte está ao nosso favor, pois sorte é diretamente ligada ao trabalho e esse time trabalha muito!
Um novo uniforme, daqueles que ficamos pensando se elogiamos ou não, mas por mais que pareça com o do Besiktas, ou do Flamengo, quando eu vejo aquele símbolo do São Paulo, o manto torna-se único... A história e ligação com o Uruguai é única. Que honra saber que temos tantos uruguaios que marcaram história: Dário Pereyra, Lugano, Pablo Forlan, Diego Aguirre, entre outros...
/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2019/08/15/whatsapp_image_2019-08-15_at_20.23.40.jpeg )
Enfim, está na hora de falar do jogo, do Tricolor dentro de campo, que hoje não fez um jogo esplêndido, mas conseguiu o necessário, vencer! São mais 3 pontos, 4ª vitória consecutiva, estreias de Dani Alves e Juanfran, excelentes participações de Tiago Volpi, que melhora gradualmente jogo após jogo, fruto de extenso trabalho, como havíamos dito nos parágrafos anteriores.
Daniel Alves, o novo xodó tricolor, anotou o gol da vitória, deu chapéu, toque de calcanhar, tudo o que sua classe e habilidade sabem fazer de melhor. O cara tem uma estrela gigantesca. O maior vencedor da história do futebol, o que estamos vendo é a história sendo escrita: um cara que ultrapassou Pelé e hoje tem mais títulos do que o Rei do futebol. - É pouco ou quer mais? - Agregou de uma forma muito positiva ao São Paulo, mesmo fora de sua posição de origem (lateral) ou em posições que está mais acostumado (no flanco direito, buscando o fundo)

Hoje Daniel tinha um papel tático de extrema importância, pois ocupava o lugar do meia Hernanes, que saiu machucado no jogo contra o Santos, por este fator, Dani Alves tinha que centralizar mais as jogadas e movimentar-se por todos os lados do campo, o camisa 10 aparecia para tabelar com Antony, Juanfran, mas também rodava o campo para encontrar Éverton e Reinaldo do outro lado, Daniel Alves fez muito mais do que o gol, ou a assistência para Raniel marcar (gol anulado). Hoje o nosso 10 foi o termômetro do time.
Juanfran por sua vez demonstrou toda sua capacidade defensiva, desarmando com "botes" precisos com a perna esquerda e a direita, ultrapassagens pelo fundo, mas não apareceu tanto por conta da partida apagada do jovem Antony, que precisa ser mais objetivo, driblar menos e progredir mais. Espero que seja algo da juventude, assim como o aprimoramento nas finalizações que sempre questionamos. Ainda há tempo e o trabalho pode ser positivo.
Para fechar esse longo texto visto à camisa do São Paulo e deixo a imparcialidade para uma outra hora, pois eu preciso afirmar que o time atual traz muito orgulho para nós, torcedores. O São Paulo hoje vai até o simbolo comemorar, o São Paulo hoje faz um gol e beija o escudo. É que hoje, o São Paulo, voltou a ser o time que agrada, que encanta, mas acima de tudo vence. O caminho é longo, mas a vitória tem que ser certa. Confiança é o primeiro passo e o time atual mostrou que têm e muita!
Saudações tricolores, Igor Souza!
O meu, o seu, o nosso Tricolor!
São Paulo, Tricolor, Dani Alves, Uruguai