Sim, porque toda vez que Sampaoli opta por esse expediente, o Peixe sofre. Ganha apertado, quando não empata ou perde, escamoteando aquele jogo fluente, agressivo, dominante que nos encantou e o levou à liderança do campeonato.
Em contrapartida, Cuca mandou ver além da sua linha defensiva, dois volantes (Luan e Tchê-Tchê) atrás de quatro atacantes de fato – Toró, Everton, Pato e Raniel. É verdade que faltava o equilíbrio de um meia-armador ali, mas de qualquer forma seria um time mais ousado.
Pois assim foi. Durante o primeiro tempo, o Santos preferiu jogar atrás, na base de lançamentos, enquanto o Tricolor exercia uma marcação mais adiantada, embora nesse passo de conga, o Peixe saísse na frente com Sacha colhendo rebote da trave em disparo de Pituca, aos 42 minutos de bola rolando.
No intervalo, porém, Cuca fez o ajuste de sintonia fina, trocando Luan por Hernanes. E, logo aos 3 minutos, um disparo de Hernanes obrigou Weverson a espalmar pra escanteio, o que resultou no gol de empate de Pato. Sete minutos depois, na cobrança de corner por Hernanes, a bola se choca no braço aberto de Aguillar. Pênalti, que Reinaldo cobra sem defesa.
LEIA TAMBÉM:Espanhol quer intensidade europeia no São Paulo: “Temos que tentar”
Virada estabelecida, o Tricolor seguiu dominando a bola, os espaços e o espírito do jogo, com muita determinação, mesmo depois da saída de Hernanes, machucado,. substituído por Hudson E, aos 25, Pato rouba bola no meio de campo, divide com o beque e sai na cara de Weverson, batendo com categoria pra estabelecer os 3 a 1, reduzidos no final, com gols contra de Raniel, em falta cobrada por Jean Mota.
Assim, o Peixe permitiu a aproximação do Palmeiras, que pega o Bahia em casa, e puxou o São Paulo para a zona próxima da Libertadores, com um jogo a menos.
Que Sampaoli largue mão dessas quebras de suas próprias juras e que Cuca avance nessas ousadias.
São Paulo, Vitória, Brasileirão