Apesar das lembranças agradáveis, muita coisa mudou no período procedente ao duelo das semifinais estaduais. A começar pela situação da equipe na temporada.
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Da final do Paulista à queda no Brasileiro
Finalista do Paulistão, o time ganhou moral e, mesmo sofrendo com desfalques e problemas físicos, começou o Campeonato Brasileiro a todo vapor. Foram três vitórias e um empate nas primeiras quatro rodadas, o que garantiu uma posição entre os líderes da tabela, ao lado dos rivais Palmeiras e Santos.
Contudo, o momento animador durou pouco e o São Paulo voltou a oscilar. A queda de rendimento começou na quinta rodada, com o empate em 0 a 0 contra o Bahia, no Morumbi. Em seguida, perdeu o clássico contra o Corinthians, em Itaquera, e empatou os três jogos seguintes: contra Cruzeiro, Avaí e Atlético-MG. Resultado: queda para a nona colocação da tabela, com 14 pontos ganhos, 11 atrás do líder, que continua sendo o Palmeiras.
Para piorar, em meio à seca de vitórias no Brasileirão, o Tricolor também acabou eliminado da Copa do Brasil. O algoz foi o mesmo Bahia, que venceu os dois jogos do confronto, ambos por 1 a 0.
Entre chegadas e saídas, elenco começou a ser reformulado
No que diz respeito às peças do elenco, as mudanças também foram significativas. Antes mesmo de se classificar à final do Paulistão, o clube já havia anunciado a chegada de três reforços: Alexandre Pato, Tchê Tchê e Vitor Bueno, os quais fizeram suas estreias apenas no Brasileirão. Mais recentemente, o atacante Raniel, que estava no Cruzeiro, foi mais um a integrar o plantel tricolor, e vive a expectativa de entrar em campo pela primeira vez. Outro reforço Marquinhos Calazans, que chegou do Fluminense em negociação que envolveu Brenner como moeda de troca.
O atacante, aliás, não foi o único a deixar o time neste período. Contratado no início do ano, Biro Biro rescindiu o vínculo e se despediu do clube. Alguns jogadores foram afastados, já que não seriam utilizados no restante da temporada, casos do lateral Bruno Peres, do volante Jucilei e do meia Nenê. Para completar a lista, outro impossibilitado de atuar é o uruguaio Gonzalo Carneiro, suspenso por doping. Isso, sem contar a saída do preparador físico Carlinhos Neves, que pediu demissão na metade de junho.
Retorno de Pablo, e as novas baixas de Everton e Liziero
Se comparado o time que entrou em campo no último Choque-Rei com o que provavelmente iniciará a partida deste final de semana, as alterações também são evidentes. Mesmo que a defesa seja a mesma (Tiago Volpi, Hudson, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo), o meio de campo e o ataque sofrerão diversas alterações.
Dos que jogaram no Allianz Parque, apenas Luan e Antony permanecerão entre os titulares. Liziero e Everton, por exemplo, voltaram a se lesionar (tornozelo direito e adutor direito, respectivamente) e seguem em recuperação. Em seus lugares, entrarão Tchê Tchê e Alexandre Pato.
Por outro lado, dois importantes jogadores foram desfalques naquela ocasião, mas estarão à disposição neste sábado. Hernanes ocupará a vaga de Igor Gomes na criação, enquanto Pablo (recuperado da cirurgia na lombar), voltará ao comando de ataque, posição esta que foi exercida pelo meia Everton Felipe, improvisado.
Inter-temporada discreta
Com a parada para a Copa América, o São Paulo teve cerca de um mês para se dedicar aos treinos. Após uma semana de folga, o elenco voltou aos trabalhos e ficou duas semanas concentrado no CFA (Centro de Formação de Atletas) de Cotia. Na última semana, porém, o plantel voltou à capital, onde treinou no CT da Barra Funda.
Aproveitando o tempo e a calma para trabalhar, Cuca optou por fechar os portões na grande maioria das atividades realizadas neste período. Foram poucas as vezes em que os trabalhos foram abertos à imprensa, que teve mais contato com o elenco mais na reta final da preparação.
Foram três jogos-treinos disputados pelo Tricolor nesta inter-temporada, com duas vitórias e um empate. No primeiro, em Cotia, venceu o São Bento por 4 a 2; no segundo, no Morumbi, venceu o Cuiabá por 3 a 1; e no terceiro, já na Barra Funda, empatou em 2 a 2 contra o EC São Bernardo. Nenhum deles foi aberto aos jornalistas.
Jejum em clássicos
Mesmo tendo levado a melhor sobre o Palmeiras nas semifinais do Paulistão, o São Paulo está há quase um ano sem vencer um clássico contra seus rivais de estado. A última vitória foi sobre o Corinthians, em 21 de julho de 2018. De lá para cá, são 11 jogos sem vitória (seis derrotas e cinco empates). O triunfo contra o time alviverde foi nos pênaltis, após dois empates com a bola rolando.
Para evitar esta marca negativa, portanto, o Tricolor é obrigado a vencer o Verdão neste sábado. Para isso, contará com o apoio de seu torcedor. No Estádio do Morumbi, a bola rola a partir das 19h (de Brasília).
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