Nos últimos treinos, Cuca armou o São Paulo com Tiago Volpi, Hudson, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Luan, Tchê Tchê e Hernanes; Antony, Alexandre Pato e Pablo. Tchê Tchê apresentou um posicionamento diferente do que demonstrava antes da parada do Campeonato Brasileiro. Em vez de apoiar mais pela direita, ocupou o lado esquerdo do campo. Isso tem uma explicação.
Na direita, Hudson é o lateral e é bastante conservador, com mais virtudes defensivas do que ofensivas. Do outro lado, Reinaldo é o oposto: ataca melhor do que marca. Além disso, tem Pato atuando à frente na mesma faixa do gramado e o atacante não tem características de recomposição rápida. Para evitar que os rivais explorem as costas da dupla Reinaldo-Pato, Cuca mandou Tchê Tchê para a esquerda. O volante tem velocidade e boa leitura de jogo para fazer a cobertura pelo lado.
Hernanes tem ficado mais centralizado e recebe o apoio de Antony na criação das jogadas. Em alguns momentos, o 4-3-3 é desfeito e se transforma em um 4-4-2 mais clássico, com duas linhas bem definidas e dois atacantes à frente. Essa é outra maneira de lidar com as dificuldades de recomposição de Pato.
O time fica bem parecido com o de Diego Aguirre em 2018, quando Nenê e Diego Souza tinham mais liberdade à frente de duas linhas de quatro. Cuca sempre mostrou preocupação com essa dificuldade de Pato. Até por isso, quando o atacante ainda não estava na melhor forma física, o técnico evitou usá-lo aberto pela ponta.
São Paulo FC, SPFC, Tchê Tchê, quarteto