Fevereiro de 2018. Em meio a uma pressão que parecia insustentável, com direção e torcida sem paciência, Dorival Júnior ganhou uma ligeira sobrevida no São Paulo graças ao diretor-executivo de futebol, Raí. Nove meses depois, a decisão de demitir o sucessor de Dorival, Diego Aguirre, partiu do mesmo dirigente do clube, que tomou responsabilidade pela ação.
A mudança da postura de Raí foi evidenciada com a saída do uruguaio no comando do Tricolor. Com Dorival, o ídolo e agora membro da diretoria reforçou a ideia de que seria um erro demitir o técnico naquele momento e apontou os pontos positivos no que vinha sendo feito, apesar da então má fase do time.
O diretor-executivo chegou até mesmo a se reunir com membros do Conselho Deliberativo do clube paulista, reforçando o pedido de paciência com o então técnico e aconselhando calma quanto à situação.
Agora, com Aguirre, Raí alterou sua atitude. Em entrevista coletiva concedida no CCT da Barra Funda na última segunda-feira, o dirigente afirmou e reforçou que, apesar de receber o conselho de pessoas próximas, a palavra final quanto à demissão do uruguaio foi dele.
“Foi uma decisão encabeçada por mim, conversada com algumas pessoas que trabalham comigo”, reiterou durante todo o pronunciamento feito.
A justificativa da decisão foi a seguinte: já estava determinado que o treinador uruguaio não permaneceria no comando para 2019 – com a vaga na Libertadores garantida, diretamente ou não, o São Paulo queria um “fato novo” para chacoalhar os ânimos e retomar o bom nível de atuação, com o objetivo de alcançar o G4 da tabela de classificação da Série A do Campeonato Brasileiro. Para isso, realizou a mudança de comando.
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