Em alta, Aguirre volta ao Independência onde enfrentou falta de paciência

Fonte Gazeta Esportiva
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Em dezembro de 2015, a diretoria do Atlético decidiu mudar. Demitiu o técnico Levir Culpi e buscou fora do Brasil uma nova mentalidade. A ideia, na ocasião, não foi bem recebida e Diego Aguirre foi demitido com cinco meses de trabalho. Na noite desta quarta-feira, no Independência, o Uruguaio retorna a Belo Horizonte, cidade que teve pouco tempo para trabalhar e não contou com a paciência.

Aguirre chegou ao Galo em Janeiro. Foi demitido na segunda quinzena de maio, após fracasso no Campeonato Mineiro. Seu estilo de trabalho não foi compreendido em Belo Horizonte. No total, fez 31 jogos, com 16 vitórias, sete empates e oito derrotas.
Aguirre teve um início promissor. O treinador chegou a Belo Horizonte e iniciou os treinamentos para a temporada. Em janeiro, foi com a equipe para a Flórida Cup e voltou de lá com o título do torneio.
No campeonato mineiro, no entanto, a situação não ficou favorável. Em Belo Horizonte, dizem que o Campeonato Mineiro vale mais para o clube que não ganha, pois a cobrança é maior. E assim ocorreu: na final, com o América, o Galo não conseguiu bater o adversário. Vale ressaltar que sua equipe, na época, tinha uma excelente postura defensiva e fazia um jogo totalmente diferente do estilo “Galo Doido”, colocado por Cuca no Atlético de 2013 que teve sequência com Levir Culpi em 2014. Uma equipe mais consciente taticamente talvez seja a explicação para a falta de paciência.

Agora no São Paulo, na luta pelo título do Campeonato Brasileiro, Aguirre acredita que não foi compreendido nas equipes anteriores – lembrando que ele passou por Internacional antes – e se vê a frente do seu tempo em relação ao jeito de trabalhar.
“Não mudamos muito de quando viemos para o Internacional, nosso primeiro time, também Atlético-MG, não mudou muita coisa (…) As coisas que fazíamos há quatro anos, quando éramos criticados, hoje são normais. Times que brigam na Libertadores, casos de Grêmio, Palmeiras, trocam jogadores, mudam, fazem rodizio, dão oportunidades, coisas que nós falávamos e não era muito aceito. Hoje é normal. Talvez estávamos um pouco adiantados para algumas mudanças que hoje estão acontecendo”, destacou em entrevista exclusiva a Gazeta Esportiva.
Apesar do pouco tempo que teve em Belo H00orizonte, Aguirre ressaltou a boa experiência no Galo e elogiou o trabalho feito pelo São Paulo.
“Tanto Internacional quanto o Atlético-MG, como o São Paulo, são clubes muito bons para trabalhar. Fui bem recebido e tive boas experiências. Agora, o que está acontecendo… Para mim é muito importante no São Paulo estar trabalhando junto a pessoas que estão na parte esportiva (diretoria de futebol). Foram eles que me trouxeram, tem esse compromisso com Raí, com Ricardo (Rocha), com Diego Lugano. Eles entendem, sabem que as coisas… valorizam o trabalho. Se a gente perder algum jogo, faz parte do caminho que estamos construindo, temos de ver mais um trabalho a longo prazo”, finalizou.
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