Modernização do estatuto acelera retomada do São Paulo

Djalma Vassão/Gazeta Press
A boa fase do São Paulo não passa apenas pelos reforços e os ex-jogadores que agora compõe a diretoria tricolor, outro fato importante foi a renovação do estatuto do clube, que passou a exigir capacitação profissional e dedicação exclusiva aos serviços no clube, agora com remuneração aos contratados, fato inédito e que vigorá desde o início do atual mandato de Leco.

Contratado no início da temporada, após a demissão de Vinícius Pinotti, o ídolo Raí concluiu curso de gestão esportiva da UEFA antes de assumir suas atribuições no tricolor. No antigo estatuto, o ídolo não poderia ocupar o posto e se limitaria a uma posição mais cautelosa e sem toda a liberdade que tem para executar seu trabalho.
Em entrevista exclusiva a Gazeta Esportiva, o dirigente sobre as mudanças que o novo estatuto propôs na atuação do seu atual cargo, e as dificuldades que teria para realizar a mesma função na versão antiga.

“Acredito que não! Isso não quer dizer que o resultado seria necessariamente diferente. Mas o novo estatuto induz a uma dinâmica diferente, que obviamente passa por um período de transição, que tem de ser bem pensado e executado, com todos seus desafios e cuidados”, explicou Raí.
O executivo ainda admitiu que seu retorno ao clube seria dificultado com o antigo estatuto, e que as novidades o cativaram a voltar.
“Difícil dizer. Provavelmente eu nem receberia o convite. Até porque, o que me reaproximou do clube foi o novo estatuto, um dos mais modernos e atuais do futebol brasileiro. Isso me motivou bastante, porque, além de mudanças importantes, abriu uma nova perspectiva para o futuro do clube”, justificou.

Antes de assumir sua atual função, o ídolo integrou o Conselho de Administração do clube e acompanhou todo o desenrolar da criação e aprovação dos termos que agora indicam os rumos do São Paulo.
Raí cita que, diferente de diversos clubes europeus, o São Paulo buscou se modernizar por si próprio e que a reforma estatutária coloca o clube um passo a frente dos seus rivais para eventuais mudanças propostas pelo governo.
“Eu vivi, joguei e estudei em alguns países diferentes, inclusive meu mestrado foi em cima do modelo alemão. E o que eu acho mais interessante no momento atual do São Paulo é que foi um estatuto que deixa vivo para qualquer adaptação. A maior parte dos países, Espanha, França e até mesmo a Inglaterra, foi a legislação, o governo que induziu os clubes a se transformarem. O São Paulo já saiu na frente, pois, se caso tiver uma mudança na legislação, o estatuto é flexível e adaptável a qualquer modelo mais atual, mais moderno”, encerrou.
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