O São Paulo visitou o Grêmio após uma sequência de quatro vitórias pelo Brasileirão com a esperança de arrancar mais uma vitória e sair da 15ª rodada líder do campeonato. Mas, da mesma forma que o próprio time e a torcida tiveram pés no chão para analisar as vitórias e boas atuações nos últimos jogos, também devemos analisar com frieza a derrota de hoje.
Racionalmente, uma vitória seria excelente para o tricolor, mas um empate já cairia muito bem para os planos de igualar em pontos o Flamengo, e ratificar o a posição de postulante ao título. Fato é que não tivemos nenhum dos dois resultados. A virada do Grêmio nos deu o banho de água fria para ver que a derrota no sul é um resultado mais do que normal. Além disso, os resultados da rodada também ajudaram o São Paulo a encarar com mais racionalidade a derrota, já que o Flamengo apenas empatou com o Santos, deixando a diferença de pontos em apenas dois, e Atlético Mineiro e Grêmio estão a três pontos de chegar no São Paulo, nos deixando ainda na vice liderança.
No jogo em si, fomos da euforia ao desânimo. Isso porque, por incrível que pareça, o gol são paulino muito cedo acabou prejudicando o rendimento do time. Que era sabido que o time jogaria no contra ataque isso era, porém o gol logo aos 4 minutos do primeiro tempo fez com que o Grêmio tentasse controlar ainda mais o jogo, e fez o São Paulo recuar mais do que deveria. Tanto que perto dos 20 minutos, o time gaúcho chegou a somar 80% de posse de bola. Nossa defesa suportou bem o quanto pode, porém a sequência de fatos no fim do primeiro tempo definiu a problemática da partida.
Em um contra ataque onde podíamos ter sacramentado o 2x0, no fim do primeiro tempo, Diego Souza segurou a bola mais do que devia e tocou de forma atrasada para Nene, até então livre, mas que quando arrematou Kanneman salvou quase embaixo do gol. Um minuto e meio depois, em uma jogada individual do Everton do Grêmio, fomos para o vestiário tomando o empate, num cenário completamente diferente do que poderíamos.
As mudanças de Aguirre equilibraram um pouco mais a partida, porém já com o resultado adverso, o time não soube aproveitar mais chances, em uma noite apagada de Rojas e Everton, que acabaram não se sobressaindo pelas pontas. Se estes pontos servem de atenção para o time nas próximas partidas, um ponto que também vale ressaltar foi a sequência bem caseira de cartões amarelos dada pelo árbitro Grazianni Maciel Rocha. Os cartões para Militão e Hudson foram no mínimo duvidosos, e somados ao cartão para Arboleda, faz com que o trio fique suspenso para a partida contra o Cruzeiro, também fora de casa. Agora é focar nas reposições para estes jogadores, e tentar sair de Minas com um bom resultado para nos manter na briga.
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