Técnico quer manter intensidade do SP e fazer ajustes para potencializá-lo na parada

Desempenho da equipe na primeira parte do Brasileirão traz esperança para a disputa do título

Fonte Globo Esporte
13 de Junho de 2018
Nenê cresceu nas mãos de Diego Aguirre (Foto: Marcos Ribolli)
O desempenho do São Paulo nos primeiros 12 jogos do Brasileirão traz ânimo e esperança ao torcedor tricolor, que volta a flertar com a possibilidade de título brasileiro após alguns anos.

Com a vitória por 3 a 0 diante do Vitória, em casa, a equipe chegou à vice-liderança, com chances de permanecer ali por um mês caso o Atlético-MG não vença o Ceará, no Independência, nesta noite – o Tricolor tem 23 pontos e seis vitórias, enquanto o Galo tem 20, com o mesmo número de triunfos.
Dono das ações, o São Paulo mereceu vencer a equipe baiana. Mas é claro que a absurda expulsão de Yago, aos 34 minutos do primeiro tempo, quando o jogo já estava 1 a 0, facilitou a goleada.
Sem qualquer culpa no cartório, o São Paulo fez sua parte: ficou mais com a bola (56% de posse), finalizou mais (14 a 9), e mostrou um bom leque de jogadas, marcando gols de formas diferentes: em chute de fora da área, em jogada de contra-ataque e em conclusão após cruzamento da direita.
Com um a mais, o Tricolor armou ataques organizados e se defendeu de forma bastante eficaz.
A partida marcou o 20º jogo de Diego Aguirre à frente da equipe. Visto com alguma deconfiança no ato da contratação, o treinador uruguaio alcança a parada da Copa com repercussão inconstestável entre torcedores e jornalistas. Nas suas mãos, nomes como Nenê e Diego Souza cresceram muito.
– A mudança de técnico foi importante, sim. Era isso que faltava ao nosso time, essa intensidade, essa gana (de vencer). O São Paulo é um time para ganhar títulos, ser protagonista – disse Nenê.
No Morumbi, o São Paulo voltou a ser temido nos últimos dez jogos, impondo seu jogo e colocando dificuldades para cima de seus adversários. Veja os números:
Foram sete vitórias;
Três empates;
16 gols marcados;
6 gols sofridos;
E um aproveitamento de 80%.
Fora de casa, apesar da derrota de virada por 3 a 1 contra o Palmeiras na nona rodada, o time deixou boa impressão nos últimos jogos longe do seu estádio, principalmente na histórica vitória por 1 a 0 contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, encerrando longo tabu de 36 anos.
O desafio após o descanso do elenco durante a parada da Copa do Mundo será manter a intensidade para a reta final da competição, aperfeiçoando o padrão tático e potencializando o que de positivo já foi visto até agora.
– Eu, como treinador, não posso estar plenamente satisfeito com o que o time está fazendo. Estamos em um bom momento, mas temos muitas coisas para trabalhar e melhorar – disse ele.
Atrás de um ponta direita no mercado, já que o time perdeu Valdivia e Marcos Guilherme, a tendência é que o grupo volte mais forte ofensivamente – o que depende apenas da diretoria.
O São Paulo, de forma definitiva, está de volta à briga por coisas grandes na temporada.
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