Veja como a venda de Lucas Pratto ajudou a montar trio de ataque do São Paulo

Fonte Globoesporte.com
8 de Junho de 2018
Foto: Agência Estado
A saída de Lucas Pratto para o River Plate, no começo deste ano, não estava no planejamento do São Paulo para a temporada. Mas foram os R$ 32,9 milhões da negociação que deram fôlego ao clube para os investimentos naqueles que hoje formam o trio de ataque titular do Tricolor.

Nenê (R$ 800 mil), Diego Souza (R$ 10 milhões) e Everton (R$ 15 milhões) têm sido os protagonistas do time. Especialmente no Brasileirão. Tanto que, dos 14 gols do São Paulo no torneio, o trio só não participou, direta ou indiretamente, de dois deles.
– Reconstruímos a equipe do meio para frente. Com o que conseguimos na negociação do Pratto), trouxemos Nenê, Diego Souza e Everton. E tem se mostrado, na prática, algo muito eficiente. Deu certo a engenharia financeira com a ambição esportiva – falou o diretor-executivo Raí.
Aos 36 anos, Nenê comemora o retorno que ele e seus companheiros de ataque têm dado ao time. Depois de cumprir suspensão contra o Inter, o meia estará de volta neste sábado, às 16h, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Dos 18 jogos com Aguirre, ele só não esteve em um.
– Estou muito feliz com o Diego Souza e o Everton. São jogadores extremamente inteligentes e isso ajuda muito. Nos entendendo muito bem. Não só a gente, mas o grupo como um todo. E isso está ajudando muito no nosso entrosamento e refletindo dentro de campo – avaliou o camisa 7.
Diego Souza também está feliz com essa parceria. Até aqui, a média do novo camisa 9 do Tricolor nesses cinco meses é melhor do que a de Lucas Pratto, que ficou um ano no elenco. Veja:
Lucas Pratto: 14 gols em 48 jogos, média de 0,29 gol por partida.
Diego Souza: 8 gols em 25 jogos, média de 0,32 gol por partida
– Você tem de ter confiança e convicção nas suas apostas. E mais do que isso: trabalhar junto com a comissão técnica por um ambiente saudável, para que aqueles que estão aqui e os que chegaram tenham o máximo desempenho possível. Esse é o desafio: gerir momentos difíceis, de pressão, de críticas, para construir um ambiente de confiança e colher os resultados – acrescentou Raí.
Voltando à venda de Pratto para o River Plate, o dinheiro não só deu para investir no trio de ataque titular como também no centroavante reserva. Tréllez custou R$ 6 milhões. Lembrando que tanto o pagamento do River Plate ao São Paulo como o do Tricolor aos outros clubes é parcelado.
A exceção foi Nenê. Como o São Paulo tinha R$ 800 mil a receber do Vasco por Breno e Wellington, o time perdoou a dívida e investiu no meia.
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